Número de mortes por gripe A sobe para 23 no PR
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segunda-feira, 16 de julho de 2012
Rubens Chueire Jr. <br> Equipe da Folha 
Curitiba - Com mais nove confirmações da Secretaria Estadual de Saúde (Sesa), o Paraná chegou a um total de 23 mortes causadas pela gripe A H1N1 neste ano. É o terceiro Estado com mais vítimas fatais da doença. Santa Catarina já registrou 52 óbitos, e o Rio Grande do Sul, 33. Os números constam no quinto boletim divulgado ontem.
Os novos registros ocorreram nas cidades de Curitiba (1), Matinhos (1), Santo Antônio da Platina (1), Irati (1), Dois Vizinhos (1), Fazenda Rio Grande (1), Piraquara (1), Quitandinha (1) e Pinhais (1). Entre as mortes, quatro ocorreram a partir do último dia 9 e as outras quatro foram registradas em semanas anteriores e confirmadas por notificações à Sesa neste boletim.
Até a última semana, as mortes confirmadas tinham ocorrido nos municípios de Londrina (1), Curitiba (3), Astorga (1), São Mateus do Sul (1), Cornélio Procópio (1), Apucarana (1), Tibagi (1), Capitão Leônidas Marques (1), São José dos Pinhais (3) e Ponta Grossa (1). De acordo com a Sesa, o registro da morte em Siqueira Campos, no Norte Pioneiro, divulgado no terceiro boletim foi corrigido porque a vítima tem residência em Curitiba. Assim a confirmação de óbito foi repassada para a Capital.
O Estado teve 172 mais casos confirmados, chegando a 760 registros no total. A maioria dos casos (306) ocorre na faixa etária entre 20 a 49 anos. Além disso, 50,2% se referem a mulheres e 49,8% a homens. Do total de óbitos, 13 ocorreram entre pessoas de 20 a 49 anos.
A Sesa também informou que 138 municípios do Estado já apresentaram casos da gripe A, sendo que Curitiba registrou o maior número de casos (137), seguido de Ponta Grossa (61), Foz do Iguaçu (53), Pato Branco (49), Campo Mourão (26), São José dos Pinhais e Jaguariaíva (22). Em Londrina foram registrados 10 casos confirmados e uma morte. A 17 Regional de Saúde totalizou 22 pessoas com o vírus H1N1. Outras cidades que registraram um óbito, como Cornélio Procópio e Santo Antônio da Platina, confirmaram 10 e 11 ocorrências, respectivamente.
''Tivemos uma grande onda de gripe H1N1 em 2009 e nos anos seguintes, ela diminuiu. Em 2012 os casos retornaram, mas não se compara em nada com o que enfrentamos no passado. Estamos vendo uma repercussão de menor intensidade. Além disso, não tínhamos o tratamento com Oseltamivir (Tamiflu) disponível como temos agora'', destacou o infectologista Moacir Pires Ramos, membro da Comissão Estadual de Infectologia.
Conforme Sezifredo Paz, superintendente em Vigilância de Saúde da Sesa, somente neste ano o Paraná recebeu 150 mil tratamentos com Oseltamivir (cada caixa possui 10 cápsulas do medicamento), além de 200 mil novas doses de vacina que já foram encaminhadas para todas as regionais de saúde.
''Os óbitos sempre preocupam, mas sabemos que o antiviral está disponível e o tratamento cura quem está com a gripe A. Por isso reforçamos mais uma vez a importância da consulta médica assim que as pessoas notarem os primeiros sintomas da doença (febre acima de 38 graus, tosse, dor de garganta e dor no corpo). Todos os médicos do Estado sabem que podem receitar o Oseltamivir nestes casos'', destacou.


