Curitiba - Os novos números da gripe no Paraná vieram mais amenos, assim como o frio da última semana, segundo o boletim da Secretaria Estadual da Saúde (Sesa) divulgado nesta quarta-feira (3), no qual foram registradas mais cinco mortes por conta do H1N1 e um total de sete óbitos causados por influenza. Com isso, o Paraná já totaliza 216 mortes relacionadas à influenza, sendo 195 por conta da influeza A. O arrefecimento no avanço da doença no Estado também impactou no total de confirmações, que passaram de 1.044 para 1.080 casos de influenza. Os casos confirmados de gripe A passaram de 969 para 1.003.
O chefe da Divisão de Vigilância de Doenças Transmissíveis da Sesa, Renato Lopes, atribui ao clima e à efetividade das ações de prevenção o quadro trazido pelo novo boletim. "Com a melhora nas temperaturas, as pessoas pessoas não se aglomeram em ambientes fechados. Isso, somado ao intenso trabalho de vacinação e conscientização da população sobre os mecanismos de prevenção, como lavagem das mãos e proteção da boca com o cotovelo ao tossir, contribui para um freio na evolução dos números da gripe no Paraná", destacou.
Outro aspecto considerado fundamental é o ajuste no protocolo de atendimento de algumas Regionais de Saúde, a fim de reforçar a necessidade de fornecer o antiviral Tamiflu para todos os pacientes que chegam à assistência primária com sintomas da gripe A. "Foz do Iguaçu é um claro exemplo da efetividade desse reforço. Há dois boletins, o número de mortes em Foz permanece sem alteração", comemorou Lopes.
Para as próximas semanas, uma das preocupações da Sesa é com o retorno às aulas, justamente por conta das aglomerações em ambientes fechados. "Pedimos que crianças e adolescentes doentes não venham para a escola, a fim de evitar agravar o estado de saúde deles e transmitir para mais pessoas", orientou.

FAIXA ETÁRIA
A Sesa segue dedicando atenção especial à faixa etária de 50 a 59 anos, que nesse boletim, empata em número de óbitos com a população idosa (acima de 60 anos), com cada um desses grupos registrando 63 mortes por influenza A. "É o grupo etário imediatamente anterior aos idosos e por não serem atingidos pela vacinação acabam preocupando bastante, uma vez que se mostram bem vulneráveis", afirmou Lopes. As cinco mortes por H1N1 indicadas no último boletim foram registradas em Cascavel (Oeste), com duas vítimas, Matinhos (Litoral), São José dos Pinhais (Região Metropolitana de Curitiba) e Piraí do Sul (Campos Gerais).

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