Curitiba - Apesar do número de afogamentos no Litoral do Estado nesta temporada estar bem abaixo do registrado no ano passado, as mortes em decorrência de acidentes em meios líquidos já ultrapassaram as registradas no verão de 2009. O caso mais recente foi no domingo, quando uma menina de 6 anos foi resgatada sem vida no Rio Nhundiaquara, em Morretes.
O caso foge as estatísticas do Corpo dos Bombeiros. Na Operação Verão passada, as oito mortes por afogamento foram de homens. Neste ano, faltando alguns dias para o término da temporada, já são nove óbitos, sendo dois de meninas de 6 e 8 anos. No caso de Morretes, segundo o relações públicas dos Bombeiros, tenente Leonardo Mendes dos Santos, surpreendeu o fato de a menina estar sem supervisão de adultos. ''Ela brincava com outras crianças, bem no centro da cidade, em um local não muito profundo. Ela desapareceu por um tempo quando os amigos avisaram os pais dela que chamaram os bombeiros. Quando fizemos as buscas com mergulhadores, já encontramos o corpo submerso''.
Os demais casos são homens, em grande parte jovens. Das nove mortes, cinco aconteceram no mar, duas em rios, uma em baía e outra em piscina. Já o número total de afogamentos, cerca de 750, está 40% abaixo do ano passado. ''O trabalho de prevenção aumentou muito. Chegamos a quase 100 mil advertências e orientações nesta temporada''. Com relação às crianças, Santos tem uma única orientação: supervisão constante. ''Alguns pais acham que é só colocar a pulseirinha com identificação e o filho vai estar seguro. Mas a pulseira não evita que ele se afogue, se perca ou mesmo seja atropelado'', avisa.

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