São Paulo - As fortes chuvas que atingem o Estado do Rio já provocaram 95 mortes desde a noite de anteontem, segundo informações do Corpo de Bombeiros. Outras 93 pessoas ficaram feridas em decorrência dos temporais, segundo balanço divulgado no início da noite de ontem. A capital fluminense permanece em estado máxima de alerta.
Ainda de acordo com os bombeiros, há informações sobre desaparecidos, mas os números são imprecisos. Do total de mortos, 34 são da cidade do Rio e 41 de Niterói, na região metropolitana. Os demais mortos são dos municípios de Petrópolis, na região serrana; São Gonçalo, na região metropolitana; e Nilópolis e Paracambi, na Baixada Fluminense.
Na cidade do Rio, a Defesa Civil municipal já tinha atendido mais de 380 ocorrências até o início da tarde de ontem. De acordo com o subsecretário do órgão, coronel Sérgio Simões, a maior parte é referente a deslizamentos de terra, totalizando 180 ocorrências.
O prefeito do Rio, Eduardo Paes (PMDB), afirmou que ''a situação ainda é muito critica. Há previsão de mais chuvas. Estamos monitorando constantemente e nossos homens estão nas ruas''.
Desde anteontem, a chuva gera acúmulo de 278 mm na cidade do Rio, superando o recorde histórico de 1966, que era de 245 mm. Mais de 60 pontos de alagamento foram registrados em toda a cidade.
O prefeito destacou que a maré alta contribuiu ainda mais para agravar os alagamentos. Na lagoa Rodrigo de Freitas, a prefeitura afirmou que o nível da água, que geralmente é de 50 centímetros, chegou a atingir 1,4 metros na manhã de ontem.(Folhapress)

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