Curitiba - O número de estabelecimentos de saúde no Paraná não cresceu na mesma proporção que no resto do Brasil entre 1999 e 2002, mas ainda é o suficiente para garantir a quantidade de leitos recomendada pelo Ministério da Saúde. No período, o número de estabelecimentos no Estado passou de 4.061 para 4.393, uma variação de 8,1%. O crescimento no Brasil foi de 16,40%, e na Região Sul, de 19,73%.
O Paraná tem hoje 30.287 leitos, o que corresponde a uma proporção de 3,03 leitos para cada grupo de 1.000 habitantes, acima da taxa recomendada, de 2,5 a 3 leitos. Doze estados tiveram desempenho inferior a esse índice. Os dados fazem parte da pesquisa de Assistência Médico-Sanitária (AMS) 2002, divulgada ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Dos 4.393 estabelecimentos de saúde do Paraná, 2.451 são públicos (55%) e 1.942 são privados (45%). Oferecem internação 556 do total de estabelecimentos, sendo que apenas 17% desses são públicos. De acordo com a gerente da pesquisa, Maria Isabel Fernandes Mendes, isso decorre do investimento do governo na prevenção. ''É muito mais barato prevenir do que internar, por isso o atendimento básico está sendo privilegiado em relação ao internamento'', relatou.
A participação do poder público é bem mais efetiva através de estabelecimentos sem internação: dos 2.889 desse tipo existentes no Paraná, 78% são públicos. Essa relação também é observada no cenário nacional. Dos 65.343 pontos de atendimento no Brasil, 46.428 são sem internação, dos quais 75% são públicos. Oferecem internamento 7.397 locais, dos quais 65% são privados.
A Região Norte foi a única a não apresentar queda no número de leitos em 2002, com crescimento de 1,80% em relação a 1999. Nas demais regiões, o percentual de perda é de 5,10% na Região Centro-Oeste, 3,51% na Nordeste, 2,97% na Sudeste e 1,92% na Região Sul.
O número de médicos no país cresceu 51,36% entre 1992 e 2002, passando de 307.952 trabalhadores para 466.111. O aumento foi mais acentuado na Região Norte (115,9%) seguido pelo Nordeste (68,38%), Centro-Oeste (64,36%), Sul (51,55%) e Sudeste (41,68%). O número de postos no setor privado aumentou 60,2%, enquanto que no setor público a variação foi de 41,81% entre 1992 e 2002.

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