Número de idosos aumenta 18,4% em cinco anos
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terça-feira, 30 de novembro de 1999
Por Irany Tereza e Eliane Azevedo 
Rio, 30 (AE) - A constatação de que o Brasil não é mais um País jovem foi reforçada com os dados da PNAD: caiu de 39,8%, em 1993, para 36,6%, em 1998, a participação na população de jovens com menos de 18 anos. Em cinco anos, o número de idosos aumentou 2,2 milhões - um crescimento de cerca de 18,4%. Segundo a pesquisa, as pessoas com 60 anos ou mais representam 8,8% do total de brasileiros.
O processo de envelhecimento do País começou na década de 80, quando houve uma forte queda na taxa de fecundidade - que passou de 3,5% em 1984 para 2,6% em 1992. Em 1998, ficou em 2 4%. Em meados dos anos 80, o grupo de 0 a 4 anos deixou de ser o maior; em 1995, caiu para a quarta colocação e, em 1998, a faixa etária entre 10 e 14 anos ainda é maior do que a de 15 a 19 anos
mas de forma estatisticamente insignificante. Para os pesquisadores do IBGE, a década de 90 apresentou uma lenta, mas contínua queda nos índices de fecundidade.
A Região Norte é a menos populosa, embora mais extensa, e a que apresenta estrutura etária mais jovem. O Sudeste é o de maior densidade demográfica e com população mais envelhecida. O tamanho médio das famílias também encolheu - de 3,7 pessoas para 3,5, em cinco anos.
A estrutura do País por cor ou raça não mudou muito. Os brancos continuam sendo a maioria, 54%, seguidos pelos pardos (39,5%) e negros (5,7%). Por região, porém, o quadro muda. No Nordeste, a maioria (64,3%) da população é parda; no Sul, os brancos são 82,9% dos moradores.
Os anos 90 viram refluir as correntes migratórias - em cinco anos, o porcentual de pessoas não-naturais do município de residência caiu de 40,5% para 39,2%, enquanto que o de pessoas não-naturais do Estado em que vivem diminuiu de 16% para 15,7%.
Trabalho - A PNAD confirmou ainda a tendência descrescente do contigente de crianças entre 5 e 14 anos que trabalham. Em cinco anos, caiu de 3,4 milhões para 2,5 milhões o número de crianças de 10 a 14 anos que estão no mercado de trabalho. A atividade agrícola continua sendo a que mais utiliza a mão-de-obra infantil (61,2%). Apesar da queda nos índices, a diferença entre meninos e meninas ocupados manteve-se alta: de 1993 a 1998, o porcentual de meninos entre 10 e 14 anos trabalhando passou de 25,6% para 19,4% e o de meninas foi de 13 5% para 9,7%.


