Curitiba - A 20 Área Integrada de Segurança Pública, formada pelos municípios de Londrina, Cambé, Ibiporã e Tamarana, registrou 122 homicídios dolosos até agosto, um crescimento de 62% em relação aos 75 ocorridos no mesmo período do ano passado. Os números foram divulgados ontem pela Secretaria de Estado da Segurança Pública.
Na 1 Aisp, em Curitiba, por exemplo, mesmo com um total de 418 mortes violentas até agosto, foram 72 ocorrências a menos do que os oito meses do ano passado, uma queda de 14,5%.
A maior variação ocorreu na 3 Aisp, em Paranaguá, com uma alta de 120,8%, passando de 24 registros para 53 em um ano. Já a segunda maior variação ocorreu na 8 Aisp (78,5%), com sede em Laranjeiras do Sul, que passou de 14 para 25 no acumulado deste ano.
No total de mortes violentas no Estado, a região de Londrina fica em quinto lugar no ranking, atrás das Aisp de São José dos Pinhais (547), Curitiba (418), Cascavel (135) e Foz do Iguaçu (128). Entretanto nestas áreas ocorreram redução das ocorrências ou um crescimento inferior ao registrado na região de Londrina.
Conforme os dados da Sesp, em todo o Paraná ocorreu um crescimento de 0,93% em relação ao acumulado até agosto de 2011 e deste ano, passando de 2.038 para 2.057, 19 ocorrências a mais. As maiores quedas de homicídios foram observadas nas Aisp de Apucarana (41,1%), Jacarezinho (34,7%) e Cornélio Procópio (31,2%), nas regiões Norte e Norte Pioneiro.
Desafio
Conforme o ex-secretário de Segurança Pública e atual secretário da Corregedoria e Ouvidoria Geral do Estado, Reinaldo de Almeida César, este será um grande desafio para Cid Vasques, agora no comando da Sesp. ''Ele terá que avaliar com muito critério e metodologia o mapa da criminalidade e ver de que forma trabalhar com as 23 Aisp e estudar os indicadores para trabalhar de uma forma pontual'', afirmou.
''Por que em determinadas áreas ocorreu uma queda significativa e em outras esta diminuição foi menor, mais lenta? E por que em outras regiões houve um aumento? Se em Londrina e região ocorreu um crescimento de homicídio é preciso entender por que este fenômeno aconteceu e ainda está ocorrendo. A partir daí pode-se desenvolver medidas pontuais como reforço e fortalecimentos das estruturas de segurança pública de forma diferenciada'', completou Reinaldo.
Cid Vasques adiantou que a cidade, como todo o Interior, faz parte do planejamento de ações do governo. Entre elas está a garantia de instalação de uma Unidade Paraná Seguro (UPS) na cidade e também em Cascavel (Oeste).

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