diz o economista da Associação Comercial, Marcel Solimeo. Uma das explicações, segundo ele, é que as grandes empresas, que geralmente negociam concordatas, ou já fecharam nos primeiros anos de ressaca pós-euforia do Plano Real ou foram capazes de se adaptar à nova realidade. Caiu também este ano o número de falências requeridas e decretadas. Foram requeridas 8.220 falências, 26,3% menos do que no ano passado. O número de falências decretadas caiu 4,9% este ano. O advogado Hélio da Silva Nunes, especializado em falências e concordatas, concorda que as grandes empresas se ajustaram ou já fecharam, mas afirma que há muitas pequenas e médias empresas insolventes cuja situação não está formalizada. Para as pequenas empresas, diz ele, a concordata não é interessante financeiramente. O mesmo acaba ocorrendo com seus credores. Como o valor é pequeno, avaliam que não compensa contratar um advogado para pedir a falência da empresa devedora. Dívidas - O presidente da Associação Comercial, Alencar Burti, diz que existe muita disposição para negociar no mercado - tanto entre empresas como entre comércio e consumidores. No Serviço Central de Proteção ao Crédito (SCPC), aumentou de uma média de 1.100 mil ao dia para até 1.400 o número de consumidores interessados em renegociar as dívidas para tirar o nome do cadastro de devedores.Por Denize Bacoccina São Paulo, 16 (AE) - O número de falências e concordatas caiu este ano, embora ainda continue num nível elevado em relação à média histórica. Foram requeridas este ano 112 concordatas, 47 2% menos do que no ano passado. O total de 80 concordatas deferidas representa queda de 30,4% em relação ao volume de 1998. É o menor número da década. "Paradoxalmente isso ocorre num momento de economia recessiva"

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