Brasília - O Brasil já soma 1.271 casos confirmados de bebês com microcefalia e outras alterações do sistema nervoso, segundo boletim atualizado do Ministério da Saúde divulgado ontem. Os dados foram contabilizados até o dia 30 de abril. Balanço anterior, com dados até 23 de abril, apontava 1.198 casos confirmados, o que representa um aumento de 6% no período. Ao todo, os casos confirmados estão espalhados em 470 municípios de 25 Estados. A Região Nordeste, no entanto, ainda concentra 90% dos registros.
O balanço aponta ainda que, desde outubro de 2015, quando iniciaram as investigações sobre a microcefalia, já foram notificados 7.343 casos de bebês com suspeita do problema, situação que é verificada pelo perímetro da cabeça da criança. Destes, cerca de metade, ou 51%, já foram classificados após resultados de exames: 1.271 confirmados e 2.492 descartados.
Essa última avaliação ocorre após exames não demonstrarem alterações no cérebro dos bebês ou apontarem causas não infecciosas para o problema, como fatores hereditários. Já entre os casos confirmados, 203 tiveram resultado positivo para o vírus zika em exames. Apesar do número baixo de confirmações, o Ministério da Saúde diz considerar que a maioria dos casos esteja ligado ao vírus, identificado no País em abril de 2015.
A pasta reforço que orienta as gestantes a adotar medidas que possam reduzir a presença do mosquito Aedes aegypti, com a eliminação de criadouros, e a proteger-se da exposição de mosquitos, com ações como manter portas e janelas fechadas ou teladas, usar calça e camisa de manga comprida e usar repelentes permitidos para gestantes.

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