Número de casos de dengue no Paraná se aproxima de recorde
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terça-feira, 12 de julho de 2016
Magaléa Mazziotti<br>Reportagem Local 
Curitiba - O período epidemiológio de monitoramento da dengue no Paraná, iniciado em agosto de 2015 e que terminar na última semana de julho, está prestes a ser o pior de todos os tempos no que se refere ao número de pessoas infectadas pelo mosquito Aedes aegypti. O boletim divulgado nesta terça (12) pela Secretaria Estadual de Saúde (Sesa) mostrou que subiu para 54.606 os casos confirmados da doença, 813 a mais dos que o total da semana passada, que eram 53.893. Faltam 110 confirmações para os números deste monitoramento superarem o ano epidemiológico de 2012/2013, até então o mais grave em termos de pessoas doentes, quando o Paraná contabilizou 54.716 pessoas infectadas pela dengue.
"Em número de notificações, já foi o maior de toda a história, o que é positivo, pois mostra um acompanhamento mais detalhado da doença. Claro que gostaríamos de que as confirmações diminuíssem, mas o excesso de chuvas e as temperaturas elevadas acabaram sendo decisivas para a geração desses dados", apontou a chefe do Centro de Vigilância Ambiental da Sesa, Ivana Belmonte.
O novo boletim também atualizou mais uma morte por conta da dengue, passando para 60 o total de vítimas fatais. Entretanto, o 60º caso foi de uma mulher com comorbidades, que morreu em abril, em Foz do Iguaçu, mas somente na semana passada teve a análise do prontuário médico concluído. O número de municípios em situação epidêmica também aumentou de 84 para 85, com a confirmação de casos represados no município de Juranda, que integra a 11ª Regional de Saúde, de Campo Mourão.
Com relação ao número de casos de zika e chikungunya, a Sesa revisou para baixo os dados de chikungunya que baixaram de 73 para 72, por conta de uma correção na atualização. Já a zika segue com 320 casos confirmados.
MAPA DE RISCO
A melhora nas temperaturas de todo o Paraná alterou significativamente o Mapa de Risco Climático do boletim da dengue. Das 19 estações, apenas oito não apresentam risco. Um total de dez mostram risco baixo e uma, a Regional de Maringá, já está classificada com risco médio para a reprodução e desenvolvimento de focos e a dispersão do mosquito. "Há estudos apontando que as condições climáticas do Paraná estão favoráveis à proliferação do mosquito, ao contrário do que se pensava. Por isso os cuidados para a eliminação dos criadouros precisam ser intensificados ainda mais porque no aproximamos da primavera. O Estado não é frio em todas as regiões e um novo ano epidemiológico está por começar", comentou Ivana.


