Imagem ilustrativa da imagem Número de casos de dengue estaciona; mais um município confirma epidemia
| Foto: Venilton Küchler/ANPr/26-7-2016
Primeiro lote de vacinas, com 250 mil doses, chega nesta quarta aos 30 municípios escolhidos pela Sesa



Curitiba - O boletim da dengue da Secretaria Estadual da Saúde (Sesa), divulgado nesta terça-feira (2) , aponta que o número de casos da doença sofreu um avanço mínimo em comparação com o balanço da semana passada. Foram 358 novos registros, que totalizaram 55.998 doentes, em meio a 145.541 notificações. Já o número de mortes ficou estável em 61.
A quantidade de municípios que enfrentam epidemia de dengue cresceu. Itaguajé (Centro-Norte) é a 90ª cidade do Estado a ultrapassar a barreira de 300 casos confirmados a cada grupo de 100 mil habitantes, marca que determina a classificação como situação epidêmica.
"Também vieram da Região Norte as últimas atualizações de exames laboratoriais represados no que envolve a zika, que passou para 334 casos confirmados, e de chikungunya, que voltou para 72", apontou o coordenador da sala de situação da dengue da Sesa, Raul Bely. Os dados são preliminares, já que, mesmo após a divulgação do último boletim do ano epidemiológico iniciado em julho de 2015, que vai ocorrer na semana que vem, há um período de 60 dias dos chamados "agravos compulsórios" do Ministério da Saúde, que permite o prosseguimento das investigações dos casos suspeitos de julho por dois meses após a notificação. "Também é feita uma limpeza do banco de dados de dengue, para eliminar qualquer duplicidade", explicou Bely.
Concomitantemente ao encerramento deste ano epidemiológico, a Sesa já se prepara para o acompanhamento do ano epidemiológico 2016/2017, bem como o conjunto de estratégias de prevenção da dengue e combate aos focos do mosquito Aedes aegypti.
A grande novidade será a vacinação. O primeiro lote com 250 mil doses chega nesta quarta (3) aos 30 municípios escolhidos pela Sesa com base em relatórios técnicos e epidemiológicos. "É o novo aliado que pode e deve ajudar, principalmente na redução drástica de 90% de casos graves e 81% das internações. Além disso, a diminuição de circulação viral proporcionada pela imunização da faixa etária de eficiência da vacina irá ajudar a proteger indiretamente as populações com maior letalidade, que são os idosos e pessoas com comorbidades", apontou Bely. "Claro que a vacina é uma grande estratégia, mas não se encerra nisso. Nosso Dia D de combate aos focos segue no inverno, assim como uma série de ações e campanhas para eliminar os focos. Se não houvesse tantas intervenções no ano que passou, a situação da dengue teria sido muito pior. Isso não significa que estamos satisfeitos com o recorde negativo deste ano", concluiu o coordenador.

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