Londrina - A quantidade de drogas e entorpecentes apreendidos pela Receita Federal caiu quase 8% no Paraná entre o período de 2010 e 2011. O valor é referente às ocorrências envolvendo apreensões de maconha, haxixe, cocaína e crack. O total recolhido caiu de 2.847 para 2.620 quilos. Os dados são da 9 Regional Fiscal da Receita Federal, que além do Paraná, abrange também o estado de Santa Catarina. Vale lembrar que a Receita Federal realiza apreensões de drogas ocasionalmente, já que o foco de atuação são mercadorias e produtos contrabandeados.
Apesar da queda, curiosamente drogas muito utilizadas em décadas passadas tiveram um crescimento substancial de apreensões por aqui. O destaque fica com o haxixe, que saltou 7,2 quilos para 41,1 quilos aprendidas no Estado, uma ascensão de 470,8%. Logo em seguida está o lança-perfume, que saltou de 2.567 para 13.262 frascos retidos, um crescimento de mais de 415% no período de um ano. O maior volume de apreensões continua sendo da maconha, que caiu 6,24% no Estado, de 2.662 quilos para 2.496 quilos.
A justificativa do aumento do volume de haxixe e lança-perfume, segundo o chefe de divisão de repressão ao contrabando e descaminho da Receita Federal, Sérgio Antonio Lorente, foram apreensões isoladas de grande porte. O delegado relembra que num só ônibus foram encontrados 12 mil frascos de lança-perfume no início do ano passado. ''Era um ônibus com logo de banda de música, mas não havia nenhum instrumento musical no interior do veículo. Quando os fiscais começaram a vistoria, se depararam com os entorpecentes'', relatou.
Lorente explica que as fronteiras do Paraná e Santa Catarina possuem características bem diferentes e, por isso, necessita de operações também diferenciadas. ''Na fronteira do Paraná, geralmente são encontradas drogas, cigarros, eletrônicos. Já em Santa Catarina, bebidas como energéticos são mais comuns. Para este ano, pretendemos realizar por volta de 1,2 mil operações, frente a 989 no ano passado'', finalizou.

Imagem ilustrativa da imagem Número de apreensões de drogas pela Receita tem queda de 8%
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