Tóquio, 29 (AE-ANSA) - Fumihiro Joyu, ex-porta-voz e "número dois" da seita japonesa Aum Shinrikyo (Verdade Suprema), deixou nesta quarta-feira (29) a prisão de Hiroshima, onde cumpriu pena por mais de quatro anos.
A seita foi responsável por um atentado com gás nervoso perpetrado em março de 1995 no metrô de Tóquio. Doze pessoas morreram e 5.000 ficaram intoxicadas na ocasião.
Joyu, atualmente com 37 anos, era então o porta-voz da seita. Ele foi preso em maio de 1995. Desde então, permaneceu na cadeia após ser condenado por acusações de perjúrio e falsificação de documentos.
Hoje, ao fim de sua pena, Joyu foi libertado apesar dos diversos protestos e polêmicas surgidos no Japão. Ele deixou a prisão às 6h locais e dirigiu-se ao aeroporto de Hiroshima, onde embarcou em um vôo com destino a Tóquio.
Segundo a polícia japonesa, Joyu deveria converter-se em líder da seita, que ainda conta com muitos seguidores no país, cerca de 2.000 segundo cálculos recentes.
No aeroporto de Hiroshima, Joyu admitiu aos jornalistas querer retomar suas atividades na seita. Outros dirigentes da Aum Shinrikyo ainda estão presos por envolvimento direto com o atentado.
O processo contra o líder da seita, Shoko Asahara, acusado de pelo menos 17 delitos, ainda está em curso e pode durar anos.

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