A delegada do Nucria (Núcleo de Proteção à Criança e ao Adolescente Vítimas de Crime) em Ponta Grossa (Campos Gerais), Ana Paula Carvalho, aguarda a saída do bebê de seis meses da UTI para que ele seja examinado por um médico do IML (Instituto Médico Legal). Com o laudo, a delegada irá decidir se a mãe erá indiciada. O bebê foi internado no Hospital da Criança na noite de quarta-feira (21) com politraumatismo craniano, fratura em duas costelas – uma antiga e outra mais recente -, além de uma marca de mordida no braço direito e hematomas em uma das pernas. A suspeita é de que a criança tenha sido agredida. O pai, um rapaz de 25 anos, foi preso por suspeita de ser o autor das agressões.
Após ser atendido no Hospital da Criança, na quinta-feira (22) o bebê foi transferido para o Hospital Regional de Ponta Grossa, onde seguia internado na UTI pediátrica. "Vamos aguardar uma possível melhora para que a médica do IML possa examiná-lo e, com o laudo, vou decidir se a mãe será indiciada", disse a delegada do Nucria. Carvalho já colheu alguns depoimentos, inclusive dos pais do bebê, e deve ouvir outras pessoas nestaa segunda-feira (26).
Segundo a delegada, em depoimento a mãe do bebê, de 21 anos, confirmou que o marido era agressivo com o filho, mas disse não ter visto a criança ser espancada. O pai alegou que os traumas eram decorrentes do mau uso do bebê conforto. Ele foi preso em flagrante pelo crime de tortura com lesão corporal grave e conduzido ao Minipresídio de Ponta Grossa. A mãe foi liberada, mas ainda é considerada suspeita.
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