Colégio Margarida de Barros Lisboa passou por faxina após ser desocupado pelos estudantes
Colégio Margarida de Barros Lisboa passou por faxina após ser desocupado pelos estudantes | Foto: Marcos Zanutto



Os núcleos regionais de educação de Londrina, Cornélio Procópio e Ponta Grossa conseguiram decisões favoráveis da Justiça para evitar ocupações como a que ocorreu no Núcleo Regional de Educação (NRE) de Curitiba. Em Londrina, o chamado interdito proibitório foi concedido no início da tarde desta quinta-feira (3) com a fixação de multa diária no valor de R$ 10 mil caso o prédio venha a ser ocupado pelos estudantes. De acordo com a chefe do NRE de Londrina, Lucia Cortez, a medida traz mais tranquilidade aos servidores para dar continuidade aos trabalhos e à discussão do calendário de reposição das aulas.
"Temos recebido insinuações e áudios colocando a preocupação com uma possível ocupação do núcleo. Fomos para a Procuradoria-Geral do Estado (PGE) aqui em Londrina e mostramos as implicações que isso poderia ter. Cheguei a receber recados que o Núcleo poderia ser ocupado nesta quinta ou sexta. Estávamos trabalhando com essa preocupação", afirmou.
Conforme Lucia, a reintegração de posse das últimas escolas atendidas pelo NRE de Londrina ocorreu na manhã desta quinta. Apenas no Colégio Estadual Margarida de Barros Lisboa, na zona sul, alguns estragos foram verificados após a ocupação. Houve danos na fiação das câmeras de segurança e em portas na sala da direção e na despensa da cozinha. Segundo os estudantes, pessoas que não faziam parte do movimento invadiram o colégio e causaram os estragos. Os alunos registraram boletim de ocorrência e se comprometeram a arcar com os prejuízos. A diretora Vânia Cristina de Souza explicou que 12 dias letivos terão que ser compensados. A expectativa é retomar as atividades nesta sexta-feira (4).
O Colégio de Aplicação, sob a responsabilidade da Universidade Estadual de Londrina (UEL), seguia ocupado pelo movimento. A direção informou por meio do site do colégio que tomará as "providências jurídicas necessárias ao pedido de reintegração de posse". A decisão foi tomada após uma série de conversas com os estudantes. Prédios do campus e a emissora de rádio da universidade também permaneciam ocupados. Nesta sexta-feira, o diretor da Rádio UEL, Osmani Costa, e o vice-reitor Ludoviko Carnasciali devem se reunir com os estudantes para negociar a saída dos integrantes do movimento.

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