Núcleos do Gaeco terão reforço no efetivo
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terça-feira, 08 de abril de 2014
Rubens Chueire Jr.<br>Reportagem Local 
Curitiba - Os núcleos do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) terão um aumento no efetivo de policiais civis e militares a partir dos próximos meses. O total de agentes vai passar de 56 para 71 (sendo 25 policiais civis e 46 militares), conforme prevê um ato publicado na edição de ontem do Diário Oficial do Estado. A autorização para a designação de 15 novos policiais foi assinada pelo governador Beto Richa.
Este reforço na composição dos núcleos de Curitiba, Londrina, Maringá, Foz do Iguaçu, Cascavel e Guarapuava, está previsto no Decreto Estadual nº 10.296, de 26 de fevereiro de 2014, que estabelece diretrizes de cooperação entre o Executivo e o Ministério Público do Paraná (MPPR).
Conforme o documento, os agentes são designados a partir de indicação nominal feita pelo MPPR, e a permanência dos mesmos no Gaeco não tem prazo determinado.
"Sem dúvida é importante porque, além de recompormos nosso efetivo, teremos um reforço. E isso vai impactar diretamente no andamento das investigações. Em alguns núcleos (Guarapuava, por exemplo), o promotor estava com apenas um policial no final de janeiro, quando o rodízio implantado pela Sesp ainda estava em vigor", ressaltou o promotor do Gaeco em Londrina, Claudio Esteves. Segundo ele, a coordenação geral do Gaeco ainda vai definir quantos agentes irão para cada núcleo do Estado. A expectativa do promotor é de que o Gaeco de Londrina, que atualmente está com 10 agentes, receba pelo menos mais um policial.
Disputa
O rodízio de policiais do Gaeco foi o estopim de uma longa queda de braço entre a Secretaria Estadual de Segurança (Sesp) e o Ministério Público, que só terminou após cinco meses, coincidindo com a saída do ex-secretário de Segurança Pública Cid Vasques. O representante do Executivo defendia que os agentes ficassem dois anos no grupo e depois voltassem para suas unidades de origem. O órgão do MPPR, por sua vez, não quis cumprir a determinação por considerar que o rodízio atrapalharia o andamento das investigações.
Com a divulgação de uma reunião no final de janeiro, na sede do MPPR, que poderia culminar com o fim do modelo atual de atuação do Gaeco, o governo se antecipou e recebeu o procurador-geral de Justiça, Gilberto Giacóia, para um encontro, a fim de discutir a crise entre as instituições. O resultado foi um recuo por parte do governo, que culminou no fim do rodízio dos policiais. "Isso que está acontecendo é um reflexo positivo de tudo que defendemos desde o ano passado. Nos manifestamos e isso foi importante para que as pessoas soubessem dos problemas que o rodízio estava acarretando no funcionamento do Gaeco", completou.


