O coordenador do Núcleo de Fiscalização do Ministério da Saúde no Rio, Claudio Alberto Stillner, informou ontem que já registrou 320 ligações com reclamações contra planos e seguros privados de saúde, desde a criação do núcleo há 17 dias. Segundo ele, pelo menos 150 das queixas foram transformadas em processos e estão sendo apuradas pelo Departamento de Saúde Suplementar do Ministério da Saúde em Brasília. E, desse total, 80% envolvem reajustes abusivos, muitos deles, para pessoas acima dos 60 anos. ‘‘Isso é um absurdo e precisa acabar’’, comentou Stillner.
Entre as irregularidades constatadas estão também reajustes automáticos, a partir da mudança de faixa etária. ‘‘Quando o segurado passa dos 59 para os 60 anos, por exemplo, o que é proibido por lei’’, disse ele. Stillner lembrou que a Superintendência de Seguros Privados (Susep) autorizou para este ano reajuste de apenas 6,20%.
Contudo, segundo ele, ao checar as denúncias dos segurados o núcleo verificou que algumas empresas chegaram a promover aumentos de até 30%. ‘‘Por incrível que pareça chegamos a verificar o caso gravíssimo de um segurado que sofreu reajuste de seu plano em torno de 60%’’, comentou Stillner.
Ele fez um apelo para que todas as pessoas com dúvidas ou reclamações denunciem o problema ao núcleo. Stillner informou que até agora a maioria das queixas teve fundamento. Segundo ele, a maior parte das reclamações recaiu sobre a Golden Cross, Unimed, SBM Saúde e Associação dos Funcionários da Fazenda (Assefaz) e Assim.

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