São Paulo, 30 (AE) - A empresa americana de cosméticos Nu Skin quer dobrar ou até triplicar seu faturamento no próximo ano. A empresa começou a vender seus produtos no mercado brasileiro em outubro do ano passado e espera um faturamento de R$ 10 milhões este ano. "Estamos atuando hoje basicamente nas capitais, e vamos ampliar para o país todo", diz o gerente-geral da empresa no Brasil, Roberto Policicio.
A empresa também espera aumentar dos atuais 10 mil para 30 mil o número de representantes ativos. A Nu Skin atua no sistema de venda direta, numa faixa de preço em que concorre com marcas como Natura - que domina o mercado - e as também americanas Mary Kay e Jafra.
Dos 50 produtos em catálogo, 16 estão sendo produzidos no Brasil, em laboratórios contratados. "A tendência é aumentar a produção nacional", diz Policicio. A Nu Skin também desenvolveu uma linha de produtos específica para o mercado brasileiro, de xampus e condicionadores para cabelos crespos. Além dessa linha, a Kanure, são produzidos no Brasil os produtos de linha Sción, mais popular. Os produtos da marca Nu Skin, mais sofisticados, continuam sendo importados dos Estados Unidos. A empresa não tem fábricas próprias e toda a produção é terceirizada.
O aumento da produção nacional também deve ajudar a empresa a reduzir o prejuízo que teve com o aumento do dólar, em janeiro. Como os preços subiram apenas 8%, a empresa teve que reduzir os custos da operação e cortar a margem de lucro. "Até o fim do ano vamos manter os preços e absorver as oscilações do dólar", diz Policicio.
O mercado de venda direta de cosméticos movimentou R$ 3 5 bilhões no Brasil no ano passado. Para este ano, a previsão é de um crescimento entre 5% e 6%. A Nu Skin paga em comissões 42% do seu faturamento líquido. O distribuidor que entrega o produto ao consumidor ganha 25% do valor de venda, mas a empresa paga bônus também para os distribuidores que "patrocinaram" o vendedor até a sexta geração da cadeia.
A Nu Skin foi criada há 15 anos, com a intenção de oferecer uma alternativa em cosméticos com formulações mais naturais e menos sujeitas a alergias. Hoje a empresa está presente em 28 países da Europa e ásia, além dos Estados Unidos, onde foi criada. Na América do Sul, o Brasil é o primeiro país e deve servir de base para a expansão na região nos próximos anos.

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