Londrina - A técnica de Matemática do Núcleo Regional de Ensino (NRE) de Londrina, Sueli da Silva Rossi, preferiu não comentar o desempenho dos alunos brasileiros no Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa) divulgado ontem pela Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). "Tudo depende do que é avaliado. Soube do resultado, mas ainda não tive como fazer uma avaliação comparativa com outros exames para poder externar uma opinião", afirmou.
No entanto, Sueli lembrou que em nível regional os alunos das escolas da área de abrangência do NRE Londrina obtiveram uma performance satisfatória na Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (OBMEP) em 2013. "Tivemos 35 medalhistas de Londrina, Ibiporã, Cambé, Rolândia, Sertanópolis, Tamarana e Prado Ferreira. É um resultado expressivo, já que nos anos anteriores a margem era de dez, 12 medalhistas", observou.
Na avaliação da especialista, a melhora no desempenho na OBMEP pode ser creditada ao estímulo dado em sala de aula para que os alunos apreciem o estudo da matemática e participem das atividades relacionadas à disciplina. Mas há aspectos que ainda precisam ser mais bem trabalhados, reconhece a professora. "Temos que melhorar o acesso dos alunos à segunda fase da OBMEP. Muitos são eliminados na própria avaliação ou porque nem participam. A maioria acha ruim os testes serem realizados no sábado à tarde, outros falam que é por causa do horário. Precisamos trabalhar nas escolas, com os alunos, para mudar isso", apontou. "Mas mesmo com um número menor de alunos que vão à segunda fase, tivemos mais medalhistas", salientou.
Depois de conquistar a medalha de ouro na OBMEP de 2013, quando cursava a oitava série do Ensino Fundamental no Colégio Hugo Simas, em Londrina, a aluna Isabela Yabe Martinez quer tentar repetir o bom desempenho este ano. "Estava muito assustada, foi minha primeira olimpíada. Agora estou mais relaxada", disse.
Embora prefira as Ciências Exatas e pense em cursar Engenharia quando concluir o Ensino Médio, Isabela não se apaixonou pela matemática tão cedo quanto possa parecer. "Não era muito boa na matéria no Ensino Infantil, acho que é porque eu não entendia direito. Comecei a gostar a partir da 6ª série, quando me interessei por exercícios de raciocínio e procurei estudar. Curto mais do que fazer contas e decorar fórmulas", contou.
A garota admite que é exceção num universo de estudantes, que tendem a rejeitar a Matemática ou até mesmo a considerá-la um "bicho-papão". "A maioria dos meus colegas não curte, não. Acho que muita gente não gosta porque não teve muita base na Educação Infantil", opinou.(D.P.)

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