A boa nova na conferência do Rio é que, até o próximo ano, devem ser lançados no mercado americano novos medicamentos que vão descomplicar o uso das drogas. Atualmente, o coquetel é, na verdade, um quebra-cabeças. Gallant exemplifica com uma das drogas, o Crixivan, que tem de ser tomada de oito em oito horas - mas só pode ser ingerida meia hora antes ou duas horas depois das refeições.
‘‘É um tratamento complicado, mas os novos remédios devem reduzir o tratamento a uma dose pela manhã e duas à noite’’, anunciou. Até o final do ano, será lançado nos EUA, com o nome comercial de Sustiva, uma droga que substitui os inibidores de protease com a mesma potência, mas sem tantos efeitos colaterais - muitos pacientes apresentam inchaço no abdômen ou elevação nas taxas de colesterol. A médio prazo, porém, não há perspectivas de que o tratamento fique mais barato.
‘‘Os remédios são caros, mas representam uma grande economia quando se calcula o custo de uma internação hospitalar de um doente de AIDS’’, ponderou Gallant. No congresso, o professor John Barlett, um dos principais especialistas da John Hopkins University, vai apresentar um estudo mostrando que o coquetel de drogas anti-HIV foi o tratamento com melhor relação custo/benefício desenvolvido nos EUA nos últimos dez anos.(E.A.)

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