INCIRLIK, Turquia, 02 (AE-REUTERS) - Alegando mais uma vez "defesa própria", caças norte-americanos baseados em Incirlik, no sul da Turquia, lançaram hoje (02) mísseis e bombas contra baterias de defesa antiaérea no sul e no norte do Iraque.
Os incidentes são os mais recentes de uma onda de ataques norte- americanos contra as defesas aéreas iraquianas desde que o governo de Bagdá anunciou que havia deixado de reconhecer as zonas de exclusão de vôos patrulhadas pelos EUA e Grã-Bretanha.
Segundo um porta-voz do Departamento de Defesa norte-americano, a ofensiva foi deflagrada nas duas zonas de exclusão aérea no Iraque.
No norte, próximo a Mosul, caças F-15 e jatos anti-radares Prowler lançaram mísseis anti-radiação e bombas teleguiadas contra baterias de defesas antiaéreas. No sul, aviões atingiram bases de mísseis e um radar de artilharia antiaérea, e atacaram - e aparentemente destruíram - uma bateria de mísseis anti-navios.
"Os aviões da coalizão atacaram em defesa própria", disse um porta-voz militar americano na Turquia, que pediu para não ser identificado. "Foram registrados danos nas baterias iraquianas. Não houve danos aos aviões aliados".
O porta-voz do Pentágano, coronel Richard Bridges, afirmou que aviões norte-americanos que sobrevoavam o porto de Basra, no sul do país, foram enquadrados por radares iraquianos.
Ainda segundo o Pentágono, a bateria de mísseis anti-navios poderiam ameaçar embarcações comerciais ou da Marinha dos EUA no Golfo Pérsico.
"Não temos um indicação concreta sobre para que eles (os mísseis anti-navios) poderiam ser usados, mas sempre há a chance de que (o presidente iraquiano Saddam Hussein) poderia se utilizar de tais armas", afirmou um oficial do Pentágono.
Nas semanas que se seguiram à ofensiva militar anglo-americana contra Bagdá, aviões dos Estados Unidos têm, quase que diariamente, atacado bases de lançamento de mísseis e radares do Iraque. Ao mesmo tempo, Saddam Hussein vem prometendo reagir energicamente aos vôos de observação nas zonas de exclusão aérea.

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