Rio de Janeiro - As perspectivas para o aparecimento de novos casos de câncer de pele não são boas. Com as mudanças do clima e as alterações na camada de ozônio, que causam aumento da radiação ultravioleta, a estimativa é que os casos continuem a aumentar.
Por outro lado, a tecnologia também traz avanços no tratamento. Uma nova modalidade terapêutica para tratamento de câncer de pele, já disponível no Brasil, promete melhores resultados estéticos que outros procedimentos.
Trata-se da terapia fotodinâmica, que consiste na aplicação de uma substância fotossensibilizante chamada cloridrato de aminolevulinato de metila, e posterior exposição a uma luz vermelha, de alto comprimento de onda. Isso desencadeia uma reação e faz com que sejam destruídas apenas as células cancerígenas, que são substituídas por células normais. Todo o tratamento engloba duas sessões num intervalo de uma semana. A substância, no formato de creme, e a lâmpada, que emite essa luz especial, são fabricados pela indústria farmacêutica Galderma com os nomes comerciais Metvix e Aktilite, respectivamente.
A dermatologista Maria Cláudia Almeida Issa, do Rio de Janeiro, com título de especialista pela Sociedade Brasileira de Dermatologia, explica que esse tipo de terapia pode ser usado para tratar três tipos de câncer de pele exceto o melanoma - o carcinoma basocelular, o mais frequente e considerado benigno, a ceratose actínica, que é pré-maligno, e a doença de Bowen, câncer limitado à superfície, mas que atinge toda a pele. Ele é contra-indicado para pessoas que têm alergia ou hipersensibilidade aos componentes da fórmula.
O carcinoma basecelular, segundo a médica, corresponde a cerca de 80% dos casos de câncer de pele. Mas, apesar desse tipo ter malignidade baixa e não levar à morte, pode provocar grandes deformidades. Isso em áreas expostas ao sol, como face, braços, colo e mãos.
Já o melanoma, que é o câncer de pele maligno, corresponde a cerca de 5% a 7% dos casos. Este tipo também tem cura, mas se não for tratado na fase inicial pode causar metástase, atingindo outros órgãos, e levar à morte.
Mesmo com várias opções de tratamento, avalia a médica, o melhor mesmo é prevenir o aparecimento do câncer, evitando exposição solar no horário das 10h às 15 horas, em que os raios ultravioletas são mais fortes, usando o protetor solar, e realizando exames dermatológicos periodicamente (veja quadro). Não é raro, segundo a dermatologista, o paciente se queixar de uma ''espinha'' no rosto, uma lesão vermelha que coça, sangra com facilidade e não cicatriza, que na verdade é um câncer.

* A jornalista viajou ao Rio de Janeiro a convite da Galderma

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