Novo tiroteio em escola deixa seis feridos nos EUA Da correspondente Monica Yanakiew
Washington, 20 (AE) - Um jovem norte-americano de 15 anos brigou com a sua namorada, agarrou um rifle e uma pistola, atirou contra seis colegas de colégio e ameaçou se matar. Ninguém morreu. Mas esse ato de violência aconteceu exatamente um mês depois do massacre de Littleton e no momento em que o Congresso discutia uma lei limitando a venda de armas nos Estados Unidos. O Senado acabou aprovando a legislação por um voto.
No dia 20 de abril, dois adolescentes invadiram a escola de Columbine, em Littleton - um subúrbio rico do estado de Colorado. Tinham consigo bombas, capazes de explodir todo o prédio. Mas optaram por atirar contra seus colegas, matando 12 deles e um professor. Depois se suicidaram.
Desde então, o presidente Bill Clinton voltou a insistir na necessidade de controlar a venda de armas nos Estados Unidos. E hoje, ele tinha previsto visitar Littleton, para falar com os sobreviventes do massacre. Mas antes de seu embarque, foi informado de outro episódio de violência escolar.
O tiroteio em Atlanta aconteceu no exato momento em que o Senado norte-americano debatia uma lei limitando a venda de armas. E, de certa forma, o episódio foi decisivo. O vice-presidente dos EUA, Al Gore, votou a favor de uma proposta que obriga os vendedores de armamentos a investigar o passado de seus clientes, antes de fechar um negócio.
A nova lei determina que o FBI, a polícia federal norte-americana, terá até 72 horas para investigar a vida dos americanos que quiserem comprar armas em feiras ou que quiserem resgatar rifles e revolveres penhorados. Até ontem, os republicanos insitiam que o prazo de investigação deveria ser de apenas 24 horas.
Hoje, na hora de votar a nova lei no Senado, houve empate. Coube ao vice-presidente, Al Gore, romper o impasse e aprovar a nova legislação, que só será implementada depois de ter sido submetida à Câmara dos Deputados.





