A fixação do teto salarial para o funcionalismo público de R$ 12.720,00, excluído o adicional por tempo de serviço, depende apenas da realização de uma reunião entre o presidente Fernando Henrique Cardoso e os presidentes do Poder Legislativo e Judiciário para ser concretizada. A avaliação é do presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Carlos Velloso, e foi apresentada na última semana, na cidade de Manaus, aos participantes do 51º Encontro do Colégio Permanente de Presidentes de Tribunais de Justiça do Brasil
Velloso afirmou que vem conversando sobre o assunto com o presidente Fernando Henrique e com os presidentes da Câmara, Aécio Neves (PSDB-MG), e do Senado, Jáder Barbalho (PMDB/PA). E que aguarda apenas o presidente Fernando Henrique marcar a reunião para fechar acordo na fixação dos R$ 12.720,00. O ministro disse que o teto é moralizador para o serviço público, e que está otimista quanto à sua aprovação.
No encontro, Velloso assegurou que até a sua saída da presidência do STF no dia 31 de maio, deixará plantadas as raízes do teto salarial do servidor público em R$ 12.720,00, excluído o adicional por tempo de serviço.
Reforma - O presidente do Supremo aproveitou a presença de magistrados de todo o País para comentar a Reforma do Judiciário, em tramitação no congresso Nacional. O presidente do STF afirmou que confia no trabalho que o Senado Federal realiza no projeto já aprovado na Câmara dos Deputados, e elogiou a atuação do senador Bernardo Cabral (PFL-AM), relator do projeto no Senado, presente ao encontro dos presidentes dos Tribunais de Justiça.
Para Velloso, a proposta em exame no Senado tem questões básicas, como a súmula vinculante e a arguição de relevância, que são de fundamental importância para que o Judiciário deixe de ser lento.

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