A burocracia é um dos entraves para o cidadão ter acesso a uma Justiça rápida. Segundo números divulgados pelo CNJ (Conselho Nacional de Justiça), cerca de 70% do tempo de tramitação de um processo são perdidos no vai e vem de papéis entre gabinetes, protocolos e cartórios.

Para eliminar esse entrave, o CNJ lança hoje (21) o PJe (Processo Judicial Eletrônico), que promete integrar dados e unificar a tramitação de processos em todo o país.

A proposta do PJe é ser o sistema nacional único de tráfego de dados judiciais. Desenvolvido por técnicos do CNJ, ele ficará à disposição dos tribunais, que não precisarão empenhar tempo nem dinheiro para manutenção de sistemas próprios.

Não há regra que imponha o uso do PJe nas cortes locais, mas, daqui para a frente, aquelas que quiserem manter seus próprios sistemas serão obrigadas a fazer com que eles se comuniquem com a plataforma criada pelo CNJ.

O processo eletrônico acabará com um dos principais problemas da tramitação física: a retirada dos autos dos cartórios. Além disso, a tramitação exclusiva por meio digital é mais segura que a movimentação dos processos em papel.

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