Novo secretário pretende chamar atenção para desemprego em SP
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terça-feira, 02 de março de 1999
Por Flávio Mello 
São Paulo, 02 (AE) - Sindicalista, empresário e jornalista, Paulo Fernando Nogueira Salgado assumiu nesta terça-feira (02) a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Eeconômico, Emprego e Requalificação Profissional e afirmou que pretende despertar a atenção do governo federal para o problema do desemprego na cidade de São Paulo.
A missão de Salgado é colocar em pratica um programa de combate ao desemprego, cujo principal projeto é a criação de 10 mil frentes de trabalho.
"Queremos desmistificar a situação de São Paulo, porque o pessoal só fala em frente de trabalho no Nordeste, mas aqui o desemprego está descontrolado e é uma situação de emergência, afirmou Salgado.
O prefeito Celso Pitta pretendia utilizar recursos do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT), mas como o processo é demorado já está avaliando a liberação de recursos orçamentários. A prefeitura deve utilizar recursos próprios para a criação dos primeiros postos de trabalho na cidade.
"Com o refinanciamento da dívida, acredito que teremos condições de investir com recursos próprios", afirmou Salgado.
Como o município ainda está em crise financeira a verba necessária -cerca de R$ 15 milhões- provavelmente terá de ser transferida de outro programa. Essa decisão ainda não foi tomada.
Pitta enviou hoje para a Câmara, com pedido de urgência, projeto de lei que institui o Programa de Promoção do Trabalho e Requalificação Profissional de São Paulo.
De acordo com o projeto, quem fizer os cursos de requalificação terá direito a ajuda de custo no valor de um salário mínimo mensal, cesta básica e vale-transporte.
Na Câmara já existem pelo menos quatro projetos de lei em tramitação apresentados pelo vereador Carlos Neder (PT). O principal é o que cria o crédito popular e solidário, aprovado em primeira votação.
Esse projeto prevê a concessão de crédito para quem queira se transformar em microempresário, e em muitas cidades foi batizado como nome de "Banco do Povo" - mas trata-se de uma associação e não de uma instituição financeira.


