Novo relatório sobre clima será divulgado amanhã
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 16 de novembro de 2007
Agência Graffo 
Um novo relatório sobre o clima no mundo deve ser divulgado hoje pelo IPCC (Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas). Desde segunda-feira, representantes de 130 países estão reunidos em Valência, na Espanha e discutem o assunto.
Durante este ano, o IPCC publicou três relatórios, nos quais, a maior parte das mudanças climáticas ocorridas nos últimos 50 anos é devida à emissão de gases de efeito estufa causados pela ação humana. O relatório a ser apresentado é um resumo geral de tudo que foi discutido em 2007.
A Amazônia brasileira ganhou maior destaque com os relatórios do Painel. A maior floresta tropical do mundo já perdeu pelo menos 20% de sua área original e ainda sofre com o perigo do desmatamento. Uma das consequências do aquecimento global pode ser a transformação parcial da região em savana.
Além disso, outras regiões do país também deverão sofrer fortes mudanças climáticas. O Nordeste perderia até 75% de suas fontes de água com o aumento da temperatura. A elevação do nível das águas poderia acabar com os manguezais. Na região Sul, acontece exatamente o contrário. Muita chuva pode obrigar a população a se adaptar.
No entanto, embora estes problemas tenham sido citado, o próprio IPCC reconhece a dificuldade que tem para trabalhar as questões regionais e divulgar dados específicos sobre as mudanças climáticas sobre uma ou outra região específica.
Pontos vulneráveis
Enquanto o evento internacional dá ênfase às condições do clima no Brasil, aumenta a preocupação entre os técnicos brasileiros diante dos seguintes pontos que consideram vulneráveis:
1) Acentuada queda nos níveis dos leitos de pequenos rios e riachos no interior dos estados do Sul mais os Estados de São Paulo e Minas Gerais. Essa queda no nível - também denominada redução do volume das águas - é consequência imediata do assoreamento mas há diagnóstico sobre redução de nascentes e mananciais, principalmente em áreas carentes de matas, configurando um quadro ainda mais grave.
2) Sinais de exaustão dos solos aráveis. A perda da fertilidade natural do solo chegou ao ponto de afetar também o aproveitamento de alguns elementos minerais participantes da adubação química. Segundo especialistas, além de ''cansada'' a terra demora para dar resposta à adubação química que não é completa pois ela é considerada um ''fortificante'' para a planta mas não beneficia o solo.


