Novo reitor da Universidade Positivo quer ampliar investimentos em Londrina
Saúde e tecnologia são os segmentos estratégicos que devem concentrar parte importante do planejamento acadêmico nos próximos anos
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 28 de maio de 2026
Saúde e tecnologia são os segmentos estratégicos que devem concentrar parte importante do planejamento acadêmico nos próximos anos

Eleito no dia 25 de março como novo reitor da UP (Universidade Positivo), Eduardo Faria afirma que pretende ampliar os investimentos nas áreas de saúde e tecnologia no campus de Londrina. Segundo ele, os dois segmentos são estratégicos para a instituição no município e devem concentrar parte importante do planejamento acadêmico nos próximos anos.
Antes de assumir a reitoria, Eduardo Faria Silva atuou como professor, coordenador do curso de Direito, docente em programas de mestrado e especialização, além de exercer funções corporativas ligadas à gestão educacional.
O Grupo Cruzeiro do Sul, do qual a Universidade Positivo faz parte desde 2020, reúne instituições em diferentes estados do país, como FSG (Fundação da Serra Gaúcha), Cesuca (Cachoeirinha - RS), FAPI (Pinhais - PR), Unicid (São Paulo), Unifran (Franca - SP), Ceunsp (Itu e Salto - SP), UDF (Distrito Federal) e UnP (João Pessoa - PB).
A UP completa 38 anos em 2026 e atua há 18 anos como universidade. Em Londrina, a instituição oferece dez cursos presenciais: Arquitetura e Urbanismo, Psicologia, Engenharia de Software, Odontologia, Direito, Biomedicina, Enfermagem, Análise e Desenvolvimento de Sistemas, Fisioterapia e Farmácia.
“A gente entende que, em Londrina, tanto a área de saúde quanto a de tecnologia são estratégicas. É onde estão os nossos cursos concentrados, também temos as clínicas, que oferecem serviços para a população, além do curso de Direito, que também faz atendimento à população”, afirmou o novo reitor em entrevista à FOLHA.
Segundo Faria, o diferencial do curso de Direito da instituição está justamente na atuação prática oferecida aos estudantes. “Também ajuízam as ações. Nem todos os cursos de Direito fazem isso na região.”
Relação com empresas
Além da formação acadêmica, o reitor destaca que a universidade busca estreitar relações com empresas e acompanhar as transformações tecnológicas do mercado de trabalho.
“Queremos uma nova conexão da universidade com o setor empresarial, compreender a revolução tecnológica e as mudanças que acontecem na administração pública e na privada. Com isso, conseguimos gerar conteúdos para os nossos estudantes, num processo formativo adequado.”
Atualmente, mais de 8 mil pessoas são atendidas pelas clínicas-escola da instituição em Londrina. Entre os cursos mais procurados pelos estudantes estão Odontologia, Psicologia, Biomedicina e Engenharia de Software.
Qualidade
Para Faria, a qualidade do corpo docente e a atualização constante dos cursos são fatores essenciais para manter a competitividade da universidade.
“A palavra-chave é qualidade, porque o nosso corpo de docentes é formado por mestres e doutores. Nós valorizamos a formação acadêmica do professor. A estrutura curricular também é importante. Nós acompanhamos permanentemente as alterações que acontecem no mercado e as tendências mundiais para incorporar isso no cotidiano.”
O reitor destaca ainda os investimentos em infraestrutura e modernização do campus de Londrina, que passou por processos de retrofit nos últimos anos. A aquisição da universidade pelo Grupo Cruzeiro do Sul é outro ponto positivo, segundo Faria.
“A UP integra desde 2020 o Grupo Cruzeiro do Sul, que atua em nível nacional com mais de 600 mil alunos. Temos a universidade como uma força no estado muito grande, mas com uma projeção nacional pela força que o grupo tem nacionalmente.”
Particularidades
Segundo ele, o PDI (Plano de Desenvolvimento Institucional) orienta as estratégias da universidade, respeitando as particularidades de cada campus.
“O PDI vai orientar os caminhos que a UP segue dentro do ensino. Temos quatro campus, três em Curitiba e um em Londrina. Cada um deles é diferente. Até por isso que nós pensamos os cursos dentro da característica de cada ponto da cidade. Aqui em Londrina, é exatamente isso também. Por isso os investimentos em saúde e tecnologia.”


Bruno Souza
Repórter com foco em jornalismo digital.


