Novo reajuste pode ser autorizado nos próximos meses
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terça-feira, 13 de abril de 1999
Por Gustavo Paul 
Brasília, 14 (AE) - O governo poderá autorizar nos próximos meses um novo aumento nos preços dos combustíveis. Uma fonte do governo admitiu hoje que, apesar de já terem ocorrido quatro reajustes desde dezembro passado, que totalizam 38,68% de aumento no preço da gasolina, ainda restaria um resíduo de custos que deve ser repassado ao consumidor. Os cálculos deste aumento estão sendo feitos pela Secretaria de Acompanhamento Econômico (Seae) do Ministério da Fazenda.
A decisão sobre o novo reajuste dependerá da variação cambial nos próximos meses e da oscilação dos preços do petróleo no mercado internacional. O governo aposta na tendência de queda do valor do dólar em relação ao real e na redução do preço do petróleo no mercado internacional, com o fim do conflito no Kosovo. Se confirmada a tendência, o reajuste poderá ser reduzido.
O preço do barril do petróleo Brent vem subindo desde o início de abril, motivado pela guerra na Iugoslávia. Em dezembro
o barril estava cotado em cerca de US$ 10,00 e na terça-feira, na véspera do aumento, estava cotado a pouco mais de US$ 15,00.
O reajuste autorizado hoje, segundo uma fonte do setor, já cobriria os aumentos de custos com a desvalorização cambial ocorrida a partir de janeiro. Segundo nota distribuída pelo Ministério da Fazenda, a desvalorização nominal chegou a 35%.
O aumento nos preços do petróleo, porém, ainda estaria sendo custeado pela Parcela Específica de Preço (PPE), que é a diferença entre o valor do óleo e dos derivados pagos pelas refinarias (chamado de preço de realização) e o de revenda (chamado de preço de faturamento. Segundo informação do Ministério da Fazenda, os preços do óleo subiram 30% desde janeiro.


