Novo processo impede rejeição e poderá facilitar curas
Londres, 14 (AE-REUTERS) - Válvulas cardíacas, quadris artificiais e outros implantes podem logo facilitar curas graças a um novo processo de revestimento que impede o organismo de rejeitá-los, informaram cientistas nesta quarta-feira (14).
Pesquisadores na Universidade de Washington em Seattle disseram que um novo revestimento para os dispositivos têm minúsculos entalhes semelhantes a buracos de fechadura que aderem a proteínas específicas.
Em vez de o organismo rejeitar os implantes, as proteínas podem acelerar o processo natural de cura e recuperação. "A capacidade de fazer superfícies que o organismo consegue identificar é um grande passo em nossa busca de biomateriais e implantes que curam", disse Buddy Ratner, diretor do Centro de Biomateriais da universidade.
"Este é o primeiro processo de revestimento que dá certo nas superfícies anatomicamente neutras de materiais artificiais usados geralmente em implantes, que criam afinidade com proteínas específicas."
Os pesquisadores, cujo trabalho foi divulgado no mais recente número da publicação científica "Nature", disseram que se pode usar o revestimento destinado a qualquer um dos mais de meio bilhão de dispositivos médicos que são implantados em pacientes todo ano.
O novo material, que funciona como uma fechadura e chave com proteínas específicas, também poderia reduzir o número de cirurgias necessárias para substituir implantes que já não funcionam ou que é preciso extrair porque o organismo os revestiu com um tecido semelhante a cicatriz.
"Conseguimos, com materiais sintéticos comuns, a solução altamente específica da fechadura e chave que notamos nas curas naturais, e esse tem sido um dos mais difíceis obstáculos", disse Ratner. "O próximo passo é verificar se um implante revestido usando nosso processo tem realmente poderes curativos no organismo."





