Brasília, 18 (AE) - As mudanças na Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária (Infraero) começam efetivamente amanhã (19), com a posse do novo presidente Fernando Perroni, em substituição ao brigadeiro Eduardo Pettengil. O primeiro passo foi dado na semana passada, com a transferência da subordinação da empresa do Comando da Aeronáutica para o Ministério da Defesa. O objetivo do governo é retirar da Aeronáutica todas as suas atribuições civis, hoje divididas entre a Infraero e o Departamento de Aviação Civil (DAC). O processo pôde ser acelerado depois da posse do brigadeiro Carlos de Almeida Baptista, que também quer a Força Aérea voltada, exclusivamente, para defesa do espaço aéreo.
Especialista em desestatização, Perroni será responsável pelo que está sendo chamado de desmilitarização da Infraero, que está sendo negociada pelo presidente Fernando Henrique Cardoso, desde o seu primeiro mandato. Das seis diretorias da empresa, quatro serão civis e duas militares. Os dois oficiais foram mantidos nas diretorias de Operações e Engenharia, consideradas eminentemente técnicas.
Perroni quer tornar a Infraero mais ágil, moderna e transparente. Uma radiografia da empresa deverá ser apresentada ao Palácio do Planalto, inclusive se é conveniente ou não propor a privatização dos aeroportos brasileiros, até o final desse ano . A parte de telecomunicações (auxílio a navegação aérea), no entanto, continuará nas mãos dos militares, já que todos os técnicos que trabalham no setor são integrantes da Força Aérea. Esse trabalho, anteriormente, era realizado pela antiga TASA, uma empresa pública que foi fundida com a Infraero.

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