Novo pedido de cassação de Pitta será apresentado na quarta-feira
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domingo, 25 de abril de 1999
Por Gabriela Carelli 
São Paulo, 26 (AE) - Mais um pedido de cassação do prefeito Celso Pitta (sem partido) deve ser apresentado à Câmara Municipal quarta-feira. Organizado pela bancada petista, a denúncia, de iniciativa popular, estará fundamentada em diversas acusações contra o atual prefeito: o escândalo dos precatórios, a não-aplicação dos recursos em Educação e as suspeitas de irregularidades do Plano de Atendimento à Saúde (PAS) e na coleta e varrição de lixo na cidade.
A bancada do PT está colhendo assinaturas de pessoas comuns e personalidades, e pretende ler o pedido de impeachment na sessão de quarta. Para os vereadores da bancada governista, porém, a acusação não tem fundamentação. Estaria sendo apresentada porque o partido teria se sentido ultrapassado pela iniciativa do advogado José Mário Pimentel de Assis Moura.
Para outros parlamentares, essa nova proposta, em vez de acuar o prefeito, apenas desestabliza as investigações já em trâmite, dificultando ainda mais a cassação. Vereadores do próprio PT admitem que o pedido não tem fundamento legal. A denúncia de Assis Moura, apesar de menor, têm respaldo da legislação. De acordo com a bancada do PT, o trabalho está amparado nas investigações do Ministério Público e da Polícia Civil, além de estar embasada no abandono da cidade.
O advogado Luiz Bueno de Aguair, responsável pela elaboração do pedido de cassação, informou que só o fato de o prefeito lotar a cidade para tentar manter o controle de sustentação ao governo já basta para destituí-lo do cargo. "Ele rompeu com o princípio de partição de poderes, da unidade administrativa, e abandonou a cidade", argumentou. As assinaturas estarão sendo colhidas até as 12 horas de quarta-feira, no escritório da liderança do PT, na Câmara Municipal.


