Novo pedágio na PR-323 terá teto de R$ 4,20
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quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014
Andréa Bertoldi<br>Reportagem Local 
Curitiba - O Departamento de Estradas de Rodagem (DER-PR) abriu o edital para contratar a empresa que duplicará os 207 quilômetros da rodovia PR-323, entre Paiçandu e Francisco Alves, no Noroeste do Paraná. As obras, bem como a operação do corredor, serão executadas por meio de uma Parceria Público-Privada (PPP). O valor máximo da tarifa é de R$ 4,20, mas será escolhida a empresa que apresentar o menor preço.
As companhias interessadas em participar da licitação têm até o final da tarde de hoje para entregar os envelopes com as propostas. Serão analisados a capacidade de desenvolver o trabalho, o cronograma das obras e o preço. A abertura das propostas está marcada para amanhã, às 9h30.
Ao longo da duplicação haverá 19 viadutos, 22 trincheiras, 13 passarelas e nove pontes. Além de marginais e ciclovias nas áreas urbanas. Este trecho de 207 quilômetros a ser duplicado passa por 14 municípios.
Segundo informações do DER, o Estado vai ficar responsável por um aporte financeiro de R$ 95 milhões por ano ao longo de 30 anos. A empresa que vencer o edital de licitação terá que realizar um investimento no valor total de R$ 7 bilhões. O lucro excedente que a companhia tiver com a cobrança de pedágio terá que ser investido no próprio trecho.
Até ontem, 13 empresas já tinham realizado a visita técnica do trecho a ser duplicado, mas o DER ainda não tinha recebido nenhum envelope com propostas. Ainda de acordo com o DER, a empresa vencedora da licitação tem cinco anos para fazer o trecho de Paiçandu até Perobal, que equivale a uma extensão de 160 quilômetros. O restante para completar os 207 quilômetros deve ser iniciado a partir do quinto ano.
Depois da conclusão desta obra, ficarão totalmente duplicados os 220 quilômetros entre Maringá e Francisco Alves. Todo o trecho é composto por três rodovias estaduais: PR-323, PRC-487 e PRC-272.
Os deputados que fazem parte da bancada do PT da Assembleia Legislativa do Paraná pretendem entrar com uma representação no Ministério Público do Paraná para pedir informações sobre supostas ilegalidades no edital de concorrência da PR-323.


