Novo ministro da Educação da Argentina toma posse
Buenos Aires, 10 (AE-IPS) - O novo ministro da Educação da Argentina, Manuel García Solá, assumiu hoje (10) em meio a protestos de estudantes, que convocaram uma greve para amanhã. Ele ocupa o lugar de Susana Decibe, que renunciou sexta-feira inconformada com os cortes orçamentários em sua pasta.
O ministro disse que não via sentido algum nos protestos dos estudantes. Foi corrigido pela presidente da Confederação de Trabalhadores da Educação, Marta Mafei, para quem "o ministro não vê as razões dos protestos porque é cego".
A tensão na área de Educação aumentou quando o reitor da Universidade de Buenos Aires, Oscar Shuberoff, disse que caso não receba mais fundos, fechará a instituição em outubro. O governo cortou US$ 280 milhões do setor, por exigência do Fundo Monetário Internacional (FMI), para quem o governo tem que fazer um ajuste que diminua o déficit fiscal em US$ 1 bi.
Dirigentes estudantis garantem que os protestos devem continuar até que o goveno reveja a medida. Há mais de dois anos professores montaram acampanhamento diante do Congresso pedindo uma lei que financiasse a educação estatal. O máximo que conseguiram foi um decreto criando um imposto com esse fim mas que não arrecada nada.
O governo argentino investe nas universidades uma média de US$ 1.300 por aluno por ano, contra US$ 40 mil dos Estados Unidos ou US$ 14 mil das instituições privadas argentinas. O país tem 33 universidades públicas, sendo a Nacional de Buenos Aires a maior, com quase 30% dos universitários do país.





