Novo ministro da Casa Civil afirma que carreira levou à escolha
Brasília, 19 (AE) - O novo ministro-chefe da Casa Civil, Pedro Parente, disse há pouco que a escolha do seu nome foi feita com base na carreira, no mérito e na confiança que o presidente Fernando Henrique Cardoso tem em seu trabalho. A afirmação foi feita em resposta a pergunta sobre se a indicação reforçaria o poder do presidente do Congresso, senador Antonio Carlos Malhães (PFL-BA), no governo federal. "Evidente que eu tenho um enorme respeito, admiração e carinho pelo senador Antonio Carlos Magalhães, mas o convite do presidente foi feito com base na minha carreira, no meu mérito e na confiança que ele deposita no meu trabalho; com base na lealdade que o presidente tem absoluta certeza que eu vou desempenhar", disse o ministro. Parente negou que a função à frente da Casa Civil será a de estrategista do governo. "Eu estou aqui para ajudar ao presidente, num trabalho, perto dele, para coordenar a implementação do Plano Plurianual (PPA)", disse Parente. "Nada de estrategista; isso não existe; nós somos um grupo, trabalhamos em equipe; a equipe é que faz isto", acrescentou. Ele disse ainda que o desafio número um será o de redobrar os trabalhos para o País poder ter o crescimento que precisa. "Sempre respeitando a estabilidade e a responsabilidade fiscal", disse. De acordo com Fernando Henrique, no discurso, o novo ministro confirmou que o nome do PPA será modificado para Avança Brasil. Parente disse que o governo não precisa concluir até quarta-feira (21) a redação de uma nova medida provisória (MP) que definirá os incentivos à instalação da fábrica na Ford, na região de Camaçari (BA). Ele esclareceu que o prazo de quarta-feira ser respeitado para a imposição de veto ou sanção da MP aprovada no Congresso. Segundo Parente, o Ministério da Fazenda ainda está estudando a solução para a "emenda Ford". Ele descartou que a edição de uma nova MP venha provocar uma renúncia fiscal superior a R$ 415 milhões. O ministro explicou que existe a possibilidade de concessão de incentivos regionais à instalação da nova fábrica e que a concessão de incentivos setoriais poderiam contrariar as regras da Organização Mundial do Comércio (OMC).





