No Brasil, são cerca de 15 milhões com osteoporose, segundo estimativa da Organização Mundial da Saúde (OMS). No mundo, pesquisas avançam e novos medicamentos chegam ao mercado para aperfeiçoar o tratamento deste mal crônico. Em setembro, a exemplo do Foods and Drugs Administration (FDA), órgão norte-americano responsável pela regulação de alimentos e medicamentos, o Swissmedic, órgão similar ao FDA na Suíça, aprovou o uso do Bonviva, que também recebeu parecer favorável da União Européia.
O medicamento, do laboratório Roche, promete uma reviravolta no tratamento da osteoporose. O grande diferencial está no fato de a dosagem ser mensal, ou seja, no lugar de 52 comprimidos ao ano, o paciente vai precisar de apenas 12. ''Além disso, o Bonviva apresentou eficácia e segurança, com diminuição de efeitos colaterais, aumentou a densidade óssea e reduziu o risco de fraturas'', atesta Marise Lazaratti Castro, Chefe do Ambulatório de Doenças Ósseas Metabólicas da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).
Integrante de um grupo de medicamentos conhecidos como bisfosfonatos, o Bonviva tem ação similar aos encontrados e receitados atualmente. Ele vai atuar inibindo a reabsorção óssea, através do combate aos osteoclatos, células responsáveis pela destruição dos ossos. Por ter uma potência superior aos produtos de outros laboratórios, ele se liga à massa óssea de maneira mais rápida reduzindo fortemente os riscos de fraturas
O laboratório já submeteu o dossiê do Bonviva à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que leva em torno de seis meses para dar um parecer final. A expectativa é que o medicamento seja lançado no Brasil entre abril e maio de 2006. Ainda não se sabe quanto vai custar, já que o registro de preço vem após a liberação da Anvisa. Nos EUA, onde o remédio é chamado de Boniva, o valor é de US$ 70 a dose. (Agência Estado)

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