Novo inquérito ameaça complicar Pitta
São Paulo, 24 (AE) - Mesmo afastado do cargo, o prefeito Celso Pitta (PTN) pode complicar-se mais com a abertura de novo inquérito criminal, por corrupção passiva e prevaricação, pela Procuradoria-Geral de Justiça do Estado. A Promotoria de Justiça da Cidadania enviou documentos ao Setor de Apuração de Crimes de Prefeitos, hoje, sobre o empréstimo de R$ 800 mil feito pelo empresário Jorge Yunes a Pitta.
"As providências no âmbito civil foram tomadas", afirmou o promotor Saad Mazloum. "Agora a procuradoria vai tomar as medidas no âmbito criminal."
Na ação por improbidade que causou o afastamento do prefeito
os promotores afirmam que Yunes foi beneficiado por Pitta em duas ocasiões, com uma mudança na Lei de Zoneamento e a contratação de parentes seus pela Anhembi Turismo e Eventos. Com base nisso, os R$ 800 mil seriam apenas um "pagamento" pelos favores de Pitta. "Havia interesse do senhor Yunes em ser beneficiado por uma ação ou omissão do senhor prefeito", analisou o promotor Fernando Capez.
Essas alegações foram remetidas à Procuradoria-Geral de Justiça para avaliação. Em tese, segundo promotores, Pitta e Yunes teriam cometido crime de corrupção passiva e prevaricação, punível com penas de até 2 anos de prisão, mais pagamento de multa e prestação de serviços comunitário. "Se o procurador entender que existe crime pode ser aberto um novo inquérito", disse o promotor Sérgio Turra Sobrane.





