Novo indicador aponta defasagem de 44% nos custos
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terça-feira, 22 de fevereiro de 2000
Por José Paulo Borges 
São Paulo, 23 (AE) - O setor de transporte rodoviário terá agora um novo índice de custos, que substituirá o Índice Nacional de Custos do Transporte (INCT) a partir de março. Esse índice mostra que, com base nos preços de novembro de 1999, os custos do setor apresentam uma defasagem média de 44,03%.
Elaborado pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas da USP (Fipe-USP) para a Associação Nacional do Transporte Rodoviário de Cargas (NTC), o novo indicador incorpora custos que não entravam no cálculo do INCT, tais como gerenciamento de risco, operações em grandes centros, PIS e Cofins. Também atribui pesos maiores para alguns insumos já existentes, como despesas administrativas.
A Fipe-USP também fez completa reavaliação dos parâmetros de produtividade, como horas trabalhadas por mês, tempo de carga e descarga, velocidade, padrão do veículo na estrada, consumo de combustível, pneus e lubrificantes. Para montar o novo indicador, técnicos da Fipe-USP pesquisaram mais de 30 empresas de carga fracionada. Os 44,03% não incluem despesas com pedágio, que variam de acordo com os percursos realizados.
Lideranças dos transportadores avaliam que a defasagem de 44,03% explica as graves dificuldades do setor e o fechamento de numerosas transportadoras nos últimos anos. Essas lideranças alertam que, caso não ocorra melhora nos fretes, o transporte de cargas pode se transformar em ponto de estrangulamento da economia.


