MEC Novo grupo vai regulamentar educação Seis novos integrantes do Conselho Nacional de Educação foram nomeados ontem; órgão decide abertura de cursos universitários Agência Estado De Brasília O presidente Fernando Henrique Cardoso nomeou ontem seis novos integrantes do Conselho Nacional de Educação (CNE), órgão do Ministério da Educação (MEC) encarregado de analisar pedidos de abertura e reconhecimento de cursos universitários, além de regulamentar a educação no País. Outros seis integrantes foram reconduzidos ao cargo. Os nomes escolhidos não alteram a proporção de representantes do setor público e privado. ‘‘O MEC foi coerente ao nomear seis novos conselheiros e reconduzir a outra metade’’, disse o presidente do CNE, Éfrem Maranhão, ele próprio um dos reconduzidos. Em 1998, a renovação do CNE seguiu o mesmo padrão. ‘‘Assim a experiência que as pessoas adquirem pode ser aproveitada’’. Em abril, os conselheiros escolherão seu novo presidente. Na Câmara de Educação Superior, que foi alvo este ano de ações judiciais questionando a imparcialidade do conselheiro Yugo Okida, que é vice-reitor da Universidade Paulista (Unip), apenas dois nomes foram trocados. Estréiam no cargo o reitor da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Francisco César de Sá Barreto, e a vice-presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) Vilma de Mendonça Figueiredo. Eles vão substituir Hésio Cordeiro e Jacques Velloso. Na Câmara de Educação Básica, foram renovados quatro nomes. Assumem a vaga o secretário-executivo do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), Ataíde Alves; o professor da USP Nelio Marco Vincenzo Bizzo; a secretária da Educação de Goiás, Raquel Figueiredo Alessandri Teixeira; e a educadora e dona de escola particular Sylvia Figueiredo Gouvêa. Deixam o cargo Fábio Aidar, Iara Wortmann, Regina de Assis e João Monlevade. Os 12 conselheiros serão empossados no dia 13, por um mandato de quatro anos. Ao todo, o CNE tem 24 membros – metade deles renovada a cada dois anos. FHC optou por preencher as demais quatro vagas da Câmara Superior e as duas da Básica com conselheiros que já ocupavam o cargo. Mas, como nas escolhas anteriores, o presidente abriu mão de nomear metade dos nomes, limitando-se a escolher entre os candidatos indicados por entidades educacionais e sindicais. Na Câmara Básica, foram reconduzidos o professor da UFMG Carlos Roberto Jamil Cury e a diretora-executiva da Fundação Victor Civita, Guiomar Namo de Mello. Na Superior, os quatro membros reconduzidos são: o atual presidente e secretário da Educação de Pernambuco, Éfrem Maranhão; o integrante do Instituto Catarinense de Estudos Integrados Lauro Zimmer; o reitor da Universidade Católica de Salvador, José Carlos Almeida da Silva; e a professora da Universidade de São Paulo, Eunice Durham.

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