Novo governo critica asilo de Cubas e Oviedo
Assunção, 30 (AE-REUTERS) - "A sociedade quer que se faça justiça e pede o fim da impunidade". A declaração foi feita hoje (30) pelo novo ministro das Relações Exteriores do Paraguai
Miguel Abdón Sanguier. Foi sua forma de expressar o descontentamento do novo governo com o asilo concedido ao ex-presidente Raúl Cubas e o ex-general Lino Oviedo por parte do Brasil e Argentina.
Saguier pertence ao oposicionista Partido Liberal e é um dos quatro ministros que integram o novo governo provisório de Luis González Macchi.
As declarações de Sanguier não são necessariamente compartilhadas pelos outros ministros, seis deles pertencentes ao Partido Colorado. O novo gabinete, empossado hoje, está mais interessado em levar de volta para casa o general golpista Lino Oviedo. Ele é considerado o verdadeiro poder durante os oito meses de duração do governo Cubas.
"A democracia deve ser construída sobre a base da Justiça", disse o novo presidente do Senado, o colorado Juan Carlos Galaverna. Durante a crise, ele foi quem mais defendeu o julgamento político do ex-presidente Cubas. O presidente González Macchi, até agora, não se manifestou sobre o assunto.





