Novo executivo da GM já trabalhou no Brasil
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quarta-feira, 02 de fevereiro de 2000
Por Marli Olmos 
São Paulo, 02 (AE) - Richard Wagoner Jr, o executivo nomeado hoje para o principal cargo no comando da maior montadora do mundo, a General Motors, trabalhou no Brasil e foi um dos responsáveis pela entrada dos fabricantes de autopeças brasileiros na concorrência internacional da indústria automobilística.
Wagoner Jr., escolhido para ser o executivo chefe da GM, trabalhou na subsidiária brasileira na década de 80 e retornou ao Brasil para ser presidente da montadora no País entre 1991 e 1992.
Foi no cargo de presidente da General Motors do Brasil que Wagoner se destacou no trabalho com a indústria de autopeças. Conseguiu estimular a competitividade do setor e, desta forma, diversos fornecedores da General Motors do Brasil foram escolhidos para vender autopeças fabricadas no País para a matriz da montadora.
Wagoner já havia passado pelo Brasil entre 1981 e 1984, quando assumiu o cargo de diretor financeiro. Perto de completar 47 anos, o executivo americano entende português. Recentemente, durante o salão do automóvel de Detroit, ele falou sobre a expectativa da empresa em relação aos investimentos que está fazendo no Brasil.
Ele disse estar receoso do que vai acontecer quando a empresa inaugurar sua nova fábrica, em Gravataí, no Rio Grande do Sul, em junho próximo. O plano inicial da montadora é fazer de Gravataí - onde foram investidos US$ 1,2 bilhão - uma oportunidade para expandir a participação no segmento de carros populares.
Mas agora, segundo Wagoner, tudo depende do que vai acontecer no segmento de mercado que a empresa pretende enfocar. "O mercado é crítico e determinante para nós", disse.
Wagoner, que ocupava a vice-presidência executiva e a presidência das operações da GM na América do Norte, se tornará o comandante da GM no mundo no dia 1º de junho. O atual CEO Jack Smith, de 61 anos, continuará sendo o chairman da GM e manterá seu papel como representante da empresa nas conversas com os parceiros comerciais, sindicatos e governos. Os presidentes das unidades regionais da GM e os coordenadores de projetos globais vão se reportar a Wagoner.


