Novo equipamento vai rastrear maconha no Estado
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quarta-feira, 19 de novembro de 2003
Candice Dequech<br>Equipe da Folha 
Curitiba - A Secretaria de Estado da Segurança Pública tem agora uma nova arma para combater o narcotráfico no Paraná. Trata-se de um equipamento moderno, que será utilizado pelo Instituto de Criminalística do Estado, cuja função é identificar a origem geográfica de amostras de maconha, e assim, ajudar a rastrear rotas do tráfico e criar um banco de dados com as características dos diversos tipos de solo do País e as regiões onde os mesmos são comuns. Para isso, os institutos de Criminalística do Paraná e de São Paulo estão firmando um convênio, que deve ser assinado ainda nesta semana. ''O interesse da secretaria é rastrear a rota do tráfico e coibir o crime'', disse ontem o secretário de Segurança, Luiz Fernando Delazari.
As análises serão feitas através dos componentes químicos que as amostras de maconha possuem e dos elementos do solo onde a droga foi cultivada. Assim, poderão ser delimitadas as áreas de cultivo de determinada amostra de maconha apreendida. As análises também poderão indicar se há ligações entre traficantes e usuários, quando os componentes químicos de amostras forem semelhantes.
A Secretaria de Segurança ainda informou que, segundo o diretor dos Laboratórios do Instituto de Criminalística de São Paulo, Osvaldo Negrini, mais de 95% da maconha apreendida em São Paulo são oriundas de Mato Grosso do Sul e do Paraguai. O equipamento já vem sendo utilizado em São Paulo há três anos. Segundo o diretor do Instituto de Criminalística do Paraná, José Lourenço Bueno, outros estados conveniados, além de São Paulo e do Paraná, são Mato Grosso do Sul, Acre, Ceará, Maranhão, Pará e Pernambuco.


