O no­vo Exa­me Na­cio­nal do En­si­no Mé­dio (­Enem), pro­pos­to pe­lo Mi­nis­té­rio da Edu­ca­ção (MEC) pa­ra subs­ti­tuir o ves­ti­bu­lar nas uni­ver­si­da­des fe­de­rais, de­ve­rá ser rea­li­za­do ­mais de uma vez por ano. A ­ideia é apli­car a pro­va a ca­da se­mes­tre, na mes­ma da­ta, em to­do o ­país. Ins­ti­tui­ções es­ta­duais, mu­ni­ci­pais e pri­va­das tam­bém po­de­rão se­le­cio­nar ­seus alu­nos com ba­se no no­vo tes­te.
  A pro­va te­rá 200 ques­tões de múl­ti­pla es­co­lha di­vi­di­das em qua­tro ­áreas do co­nhe­ci­men­to (ciên­cias na­tu­rais e hu­ma­nas, lin­gua­gens e ma­te­má­ti­ca), ­além de uma re­da­ção. O exa­me abran­ge­rá me­nos as­sun­tos do que o ves­ti­bu­lar, mas fal­ta o MEC di­zer o que vai fi­car de fo­ra.
  Na au­sên­cia de uma de­fi­ni­ção ­mais es­pe­cí­fi­ca so­bre o que se­rá exi­gi­do na no­va pro­va e ­quais as ins­ti­tui­ções que vão ado­tá-la, o ­ideal é pre­pa­rar-se tan­to pa­ra o ves­ti­bu­lar quan­to pa­ra o ­atual ­Enem (cu­jos si­mu­la­dos po­dem ser en­con­tra­dos no si­te do MEC). A ve­lha ver­são do exa­me tes­ta ape­nas ha­bi­li­da­des ­mais ge­rais, co­mo a ca­pa­ci­da­de de in­ter­pre­tar tex­tos e de so­lu­cio­nar pro­ble­mas da vi­da ­real, e mui­to pou­co con­teú­do es­pe­cí­fi­co. Do an­ti­go ­Enem, a no­va pro­va man­te­rá a con­tex­tua­li­za­ção das ques­tões - mas ­elas pas­sa­rão a ser 100% cal­ca­das nas dis­ci­pli­nas do en­si­no mé­dio.
  Se­gun­do o mi­nis­tro da edu­ca­ção, ao con­trá­rio da Pro­va Bra­sil - que tam­bém se­rá rea­li­za­da es­te ano -, o no­vo ­Enem não po­de ser apli­ca­do em sa­la de au­la. ‘‘­Mais do que a afe­ri­ção do co­nhe­ci­men­to do alu­no, a pro­va po­de re­pre­sen­tar o aces­so de­le à uni­ver­si­da­de, o que exi­ge cui­da­dos maio­res com a ­segurança’’, ex­pli­cou.

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