Novo DDD em áreas de numeração fechada não trará problemas, diz Embratel
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segunda-feira, 04 de outubro de 1999
Por Renata Rondino 
São Paulo, 05 (AE) - A mudança do DDD nas áreas de numeração fechada (diferentes localidades com o mesmo DDD), marcada para o próximo dia 15, não deverá causar problemas técnicos como os ocorridos no início de julho, quando a implantação do novo sistema de interurbanos causou uma pane no sistema telefônico em quase todo o País. Segundo o diretor de serviços da empresa, Eduardo Levy, as chamadas realizadas incorretamente a partir do dia 15 serão interceptadas nas centrais de origem, diminuindo as chances de sobrecarregar o sistema telefônico.
Estarão incluídas nessa mudança as áreas de código 13 até 19. Sendo assim, quem executar uma ligação telefônica para diferentes municípios com o mesmo DDD (caso de São José dos Campos e Taubaté, por exemplo), terá que discar 0, o código da operadora, o código DDD e o número do telefone. Os preços, no entanto, não sofrerão nenhuma alteração. "Até agora, como essas chamadas eram feitas sem o código interurbano, as pessoas não sabiam que estavam fazendo uma chamada de longa distância" afirmou Levy.
Com essas novas determinações, a partir do dia 15 as chamadas telefônicas realizadas nas áreas de numeração fechada sem o código da prestadora (Telefônica ou Embratel) serão interceptadas ou darão sinal de ocupado. Em julho, quando ocorreu a mudança no sistema DDD, a Telefônica completou algumas ligações pelo método antigo, como forma de aliviar o sistema telefônico sobrecarregado e como uma espécie de "transição", até que o usuário aprendesse o novo método. Agora, isso não voltará a ocorrer.
Para essa mudança a Embratel preparou 10 filmes publicitários para diferentes áreas de atuação no País. Levy disse também que a Embratel não fará redução de preços. A empresa vai insistir nas promoções, como por exemplo sorteios de viagens para Disney, e vai divulgar a sua parceria com o Instituto Ayrton Senna, que vai destinar parte das receitas da Embratel para a instituição. O valor mínimo da doação será de R$ 5 milhões, podendo superar esse patamar dependendo do volume de ligações realizadas pelo código 21.


