Novo código preocupa empresas
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 09 de janeiro de 1998
Agência Estado São Paulo 
A menos de duas semanas de entrar em vigor, no dia 23, poucos motoristas sabem o que prevê o Código Brasileiro de Trânsito. Preocupados com a falta de divulgação das novas regras pelo governo, empresas e sindicatos estão fazendo cartilhas e promovendo palestras para informar as alterações nas leis de trânsito.
A Souza Cruz optou por uma cartilha com linguagem bem descontraída, elaborada pela HPWT Arte e Comunicação. Temos uma frota de 2,5 mil veículos e, desde novembro, estamos trabalhando para esclarecer sobre o novo Código, disse Renato Cassano, do Controle de Transportes. A distribuição da cartilha Conhecendo o Novo Código de Trânsito será feita na segunda-feira. Estou muito preocupado porque, até agora, a divulgação feita pelo governo está muito pobre, afirmou Cassano.
O livreto ilustrativo também será usado por outras empresas, segundo Ronaldo de Oliveira, da HPWT. As empresas têm papel social fundamental nesse momento, afirmou. O material informa que, ao contrário da opinião de muitos motoristas, atingir os 20 pontos em um ano - o que leva à apreensão da carteira - não é difícil. Basta imaginar uma dona de casa que leva os filhos à escola sentados no banco da frente (sete pontos), estaciona em fila dupla (cinco pontos), dirige falando ao telefone celular (quatro pontos) e com o braço do lado de fora do veículo (quatro pontos). O desrespeito custaria à dona de casa 419 reais.
O Sindicato das Empresas de Transportes de Carga de São Paulo e Região também irá distribuir, na quarta-feira, às 1.400 empresas associadas, um Código comentado voltado para o setor. Desde novembro fizemos cinco cursos para encarregados e gerentes de 250 empresas, afirmou o assessor da presidência, Carlos Breda.
O Transurb, sindicato das empresas de ônibus de São Paulo, também está ajudando a informar as empresas filiadas. São 42 associadas, num total de 22 mil motoristas. Fizemos três palestras sobre o assunto no ano passado, afirmou o diretor-jurídico do Transurb, Antônio Sampaio.


