Londrina- Impedido de tomar posse formalmente no cargo, por causa da greve dos servidores técnico-administrativos, o delegado-chefe da Delegacia da Polícia Federal de Londrina, Evaristo Kuceki, 65 anos, se apresentou na tarde de ontem em cerimônia que contou com a presença do superintendente da Polícia Federal no Paraná, Delci Carlos Teixeira. Kuceki se apressou em dizer que não vai tolerar o contrabando, o descaminho e a pirataria. Ele substituirá o delegado Kandi Takahashi, que exercia a função interinamente há seis meses na vaga do delegado Élcio Fuscolin, que se aposentou.
O perfil profissional do novo delegado-chefe, que pela primeira vez na carreira irá chefiar uma delegacia, parece se aproximar mais do trabalho operacional na instituição. Ele ingressou como agente em 1984 e passou por experiências em Manaus, Paranaguá e em Curitiba. Desde 2000 participou de cursos internacionais de capacitação que incluíram até ações antiterrorismo com oficiais dos Estados Unidos.
Ontem, ele assumiu a chefia dizendo que pretende refinar a qualidade das provas a serem apresentadas à Justiça, embora a PF nestes últimos anos tenha ficado marcada pelas grandes operações policiais contra quadrilhas organizadas.
O delegado-chefe afirmou saber que a região é ponto de convergência e rota para quadrilhas de contrabandistas e traficantes. Sobre o contrabando, um problema crônico de Londrina com desdobramentos políticos já que a Prefeitura apóia o funcionamento dos camelódromos, Kuceki comentou que existe a ''questão social'', mas garantiu que não haverá tolerância. ''A PF combate o crime. Existindo o crime, vamos combater e nisso todos podem ficar sossegados'', afirmou. E avisou: ''O empresário que utiliza a lavanderia para lavar dinheiro ou a empresa para sonegar impostos deve ficar cauteloso, porque a Polícia Federal vai pegá-lo''.
Por causa da greve dos técnico-administrativos, que teve adesão de 80% do servidores de Londrina, Kuceki ainda não conseguiu o documento oficial para ocupar formalmente o cargo de delegado-chefe. ''Espero resolver isso nos próximos dias'', disse. E finalizou dizendo que espera ''fazer de Londrina uma das melhores delegacias do Brasil''.
O superintendente da PF no Paraná, Delci Carlos Teixeira, prometeu um reforço de pessoal até o final do ano, porque antes terá de atender Paranaguá e Foz do Iguaçu. Segundo o superintendente, a delegacia de Londrina é estratégica para o Departamento da Polícia Federal.

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