Novo chanceler argentino sepulta "relações carnais" com EUA
Buenos Aires, 13 (AE-ANSA) - O novo chanceler da Argentina, Adalberto Rodríguez Giavarini, ocupou o seu cargo hoje (13) advertindo que seu país abandonará a política de "relações carnais" da administração anterior.
"Para o povo da Argentina e para o povo dos Estados Unidos (com o qual o governo Menem mantinha as tais relações carnais) é uma definição que não deixa ninguém cômodo e em certo sentido ofende a sensibilidades", disse Giavarini.
O próprio ex-chanceler Guido Di Tella, que foi o criador da expressão, entregou hoje a liderança do Ministério das Relações Exteriores a seu sucessor.
A Argentina não conta com a presença de um embaixador norte-americano há mais de dois anos, devido a demora do Congresso dos EUA em aprovar um dos nomes designados pelo presidente Bill Clinton.
A Aliança (UCR-Frepaso), agora no poder, prometeu ao eleitorado argentino que abandonaria a política de "alinhamento automático" adotada pela administração do ex-presidente Carlos Menem em fóruns e crises internacionais.
"Não estou aqui para ofender sensibilidades nem sentimentos, mas para pôr em prática uma política de relações exteriores previsível, responsável e de forte defesa dos interesses nacionais para se traduza em oportunidades para as pessoas comuns", afirmou o chanceler do presidente Fernando De la Rúa.
Segundo Giavarini, a diplomacia "não é uma matéria abstrata: as relações internacionais terminam afetando os postos de trabalho e o bolso de todos os habitantes".
O novo chanceler iniciou hoje a primeira semana de sua gestão junto com o vice-chanceler Enrique Candioti e o diretor de Relações Econômicas Internacionais Horacio Chighizola.





