Novo centro é a obra mais esperada pelos maringaenses
Apesar da expectativa em torno das obras da Maternidade Municipal, que no futuro será um hospital regional, o término do Novo Centro é o empreendimento mais aguardado pelos maringaenses. As obras foram paralisadas há cerca de dois anos, e a esperança da Urbamar, empresa pública responsável pela urbanização do Novo Centro, é que o Estado libere recursos para retomar a construção. Os projetos técnicos para concluir o rebaixamento da linha férrea, em uma extensão de pouco mais de 1.500 metros, foram entregues no início do ano ao secretário de Desenvolvimento Urbano do Paraná, Lubomir Ficinski.
A intenção é incluir a obra no cronograma de recursos a serem liberados pelo programa Paraná Urbano. São dois projetos. O primeiro com o rebaixamento dos trilhos até a Zona 10, próximo à avenida Rebouças. O segundo, feito pela atual administração, prevê o rebaixamento até a saída para Sarandi. Para concluir o projeto original, são necessários mais R$ 4,7 milhões, já que faltaria apenas a escavação do leito rebaixado, o assentamento dos trilhos e o reboco das paredes do túnel, que tem 1.254 metros de extensão. Será o maior túnel ferroviário urbano do Sul do país.
O segundo projeto, proposto pela atual diretoria da Urbamar, exigiria pelo menos R$ 9 milhões para ser concluído. O projeto prevê o rebaixamento dos trilhos por pouco mais de dois quilômetros, acabando com o cruzamento em nível de cinco avenidas. A principal é a avenida Tuiuti, principal ligação do centro com vários bairros da zona norte e saída mais utilizada para a BR 376 no sentido Sarandi. A Urbamar não tem uma previsão de qual projeto será aprovado pelo Paraná Urbano, mas aceita o de custo mais baixo, que não exige a construção de novos viadutos e pode ficar pronto em 12 meses, se não faltar dinheiro.
O Novo Centro de Maringá começou a ser idealizado há mais de 12 anos, na administração do prefeito Silvio Barros. A intenção era retirar o pátio de manobras da Rede Ferroviária Federal do centro da cidade. O projeto passou por diversas fases, até com brigas na Justiça para liberar terrenos repassados para particulares para pagar dívidas da prefeitura. A proposta era de comercializar os terrenos liberados pela Rede Ferroviária e utilizar o dinheiro para financiar o projeto. A idéia não deu resultado por causa do valor do metro quadrado, o dobro do normal de mercado.
Segundo o presidente da Urbamar, Adriano Valente, o município ainda tem 38 mil metros quadrados de área no Novo Centro. Ele lembra que hoje não existe no país uma cidade do porte de Maringá com uma área central desocupada. A ocupação do local, que tem 210 mil metros quadrados, passou por várias fases, inclusive com projeto do arquiteto Oscar Niemayer. Hoje a preocupação é concluir as obras a cargo do poder público, e aguardar a iniciativa privada para ocupar o Novo Centro. (M.Z.)





