São Paulo, 16 (AE) - O aumento de 11% na nafta publicado ontem no Diário Oficial trará novas altas para preços promovidos pelas centrais de matéria-prima para indústria petroquímica no País, que têm no produto o principal insumo. "A tendência agora é dos preços das centrais se aproximarem mais rapidamente das cotações do Exterior", diz Edson Eden dos Santos, superintendente da Petroquímica União (PQU), a central petroquímica do pólo da Capuava, em São Paulo. Segundo ele, o eteno - carro-chefe das centrais - está com o preço em dólar defasado na média de 10% em em relação ao mercado dos Estados Unidos e o da Europa.
Com o aumento de ontem, a nafta já acumula aumento de 41% no ano. Em decorrência da desvalorização cambial, o governo já havia ajustado o preço do produto em 28%. Como consequência, o preço do eteno subiu em média 18% nas três centrais de matéria-prima do Brasil.

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