Washington, 10 (AE) - No domingo passado, as autoridades de Washington gastaram mais de US$ 1 milhão para evitar que uma manifestação de neonazistas desencadeasse uma onda de violência na capital. Os 1.500 policiais mobilizados esperaram à toa: somente quatro manifestantes apareceram.
Hoje, quando esse espisódio já tinha sido esquecido, um homem branco entrou num centro judaico em Los Angeles lotado de crianças e, sem nenhuma explicação, disparou uma rajada de metralhadora ferindo cinco pessoas - entre elas três meninos.
"É outro caso de alguém que está agindo com raiva. Não quero acreditar que isso seja um ato de anti-semitismo aqui, em 1999"
disse Richard Macalas, cujos dois filhos estavam no centro, onde funciona uma colônia de férias.
No final da tarde, enquanto a polícia procurava por um suspeito, de cerca 40 anos e vestindo roupa verde, o presidente Bill Clinton e seu vice, Al Gore, manifestaram sua preocupação por este ato "covarde" e "sem sentido".
As cenas de pais angustiados, correndo para o centro judaico e abraçando seus filhos aterrorizados, sem entender o motivo para um ato tão violento, lembram outras do último dia 20 de abril.
Há pouco mais de três meses, dois adolescentes entraram armados na escola na qual estudavam, num pacato subúrbio do estado do Colorado. Atiraram e mataram 12 colegas e um professor
espalharam bombas e depois se suicidaram.
Hoje, como em abril passado, o atentado aconteceu sem aviso prévio e num local cheio de crianças. "Ele está bem! Ele está bem!", gritou uma mãe, quando finalmente conseguiu ver seu filho.
Entre as vítimas estavam dois meninos de seis anos, uma adolescente de 16 e uma mulher de 68 anos - todos internados em condições estáveis. A vítima mais jovem, de cinco anos, estava em estado crítico.
Clinton, Gore e os policiais de Los Angeles disseram ser cedo demais para saber o que motivou esse último tiroteio público. O porta-voz dos bombeiros, Steve Ruda, resumiu os relatos que ouviu de testemunhas.
"Ele entrou no lobby do centro comunitário e começou a disparar 20 a 30 balas de sua Uzi de 9 milímetros. Depois passou saiu do prédio e do campus", disse.
No momento do tiroteio a maior parte das crianças estava brincando do lado de fora do prédio. Quando chegaram ao local, os policiais e bombeiros reuniram os 22 jovens num templo, antes de entregá-los aos pais.

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